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Manifestação

Estudantes realizam ato contra ataque à educação

Cerca de 400 alunos da rede pública de ensino também usaram o ato para protestar contra a PEC 241

Quarta-feira, 19 de Outubro de 2016 - 11:54 - Atualizado em 27/12/2016 15:21
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Na segunda-feira, dia 17, estudantes de Sorocaba realizaram um ato contra a reforma do ensino médio e a PEC 241
Estudantes de todo o Brasil estão se mobilizando contra a reforma do ensino médio (MP 746) e outras medidas propostas pelo governo golpista de Michel Temer (PMDB) que afetam a educação.

Em Sorocaba, nesta segunda-feira, dia 17, cerca de 400 alunos da rede pública de ensino realizaram um protesto na região central da cidade. Foi o segundo ato realizado no município contra o golpe na educação.

"Queremos mostrar que somos contra a reforma no ensino médio, o projeto escola sem partido e a PEC 241, que limita o crescimento dos gastos públicos e precariza principalmente a educação e a saúde", explica o estudante Lucas Diogo, 17 anos, durante a passeata.

Além dos projetos do governo Temer, a manifestação foi também em resposta às reintegrações truculentas feita pela Polícia Militar nas escolas ocupadas. Em Sorocaba foram duas: a E.E. Ossis Salvestrini Mendes, no Jardim Brasilândia, e a E.E. Hélio Del Cistia, no Jardim São Guilherme.

No Brasil, segundo a União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES), há cerca de 600 escolas e universidades ocupadas contra os retrocessos na educação.

MP 746

A Medida Provisória 746, que prevê a reforma do ensino médio, foi anunciada pelo ministro da Educação, Mendonça Filho, em 22 de setembro. Elaborada às pressas pela equipe de Michel Temer, ela muda a Lei de Diretrizes e Bases da Educação e propõe a flexibilização curricular.

Para a presidenta da Apeoesp, Maria Izabel Azevedo Noronha (Bebel), a MP 746 afeta a qualidade da educação brasileira. "Por meio da reforma do ensino médio, querem rebaixar de tal forma os conteúdos curriculares que este nível de ensino deixaria de ser uma etapa educacional para se tornar mero treinamento de mão de obra", critica.

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