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Enquete evidencia descaso das empresas por grade salarial

Quinta-feira, 07 de Fevereiro de 2019 - 11:45 - Atualizado em 07/02/2019 12:58
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Empresas não apresentam critérios para aumento de salário e se negam a negociar plano de cargos e saláriosDivulgação / Arte: Cassio Freire
A enquete de Plano de Cargos e Salários realizada pelo SMetal, respondida por 84% homens e 15% mulheres, mostra a insatisfação dos trabalhadores com a falta de transparência das empresas.

Com a intenção de contribuir com a luta dos metalúrgicos por melhor remuneração e por incentivo à carreira profissional, os dirigentes do Sindicato lançaram a enquete, que foi publicada no Portal SMetal no dia 13 de setembro do ano passado, ficando em evidência até o dia 13 de novembro.

Conforme os dados compilados pelo economista da subseção do Dieese dos Metalúrgicos Sorocaba, Fernando Lima, 57,3% dos trabalhadores responderam que a empresa não tem Plano de Cargos e Salários e 75% desempenham mais de uma função na empresa.

No total da enquete, foram citadas 51 empresas. Os trabalhadores que mais participaram da enquete são das empresas: Apex, Schaeffler, Metso, Flex, Prysmian e Johnson.

“Esses dados são um recorte da categoria muito representativo, porque 70,91% dos que responderam a enquete alegam que desconhecem os critérios utilizados pela empresa para dar aumento de salário, sendo que 35% nunca tiveram um único aumento fora da Campanha Salarial”, destaca o secretário-geral do SMetal, Silvio Ferreira.

De acordo com o dirigente, as negociações por Plano de Cargos e Salários serão intensificadas. “Estamos pautando as empresas e marcaremos presença nas portas das fábricas para pressionar pelo Plano de Carreira. Por isso, contamos com o apoio da categoria”, afirma.

Sem luta não há direito

Uma das empresas que já foi pautada pelo Sindicato, ainda no começo do ano passado, para que negocie um Plano de Cargos e Salários ou grade salarial, como também é conhecido, é a Schaeffler.

De maneira unilateral e intransigente, a empresa se negou a discutir a questão, afirmando não ser prerrogativa do Sindicato. Na época, o vice-presidente do SMetal, Valdeci da Silva (Verdinho), membro do Comitê Sindical da Empresa (CSE), ressaltou: “queremos que a fábrica acerte as distorções salariais, pois há muito caso de trabalhador que faz a mesma função que outro, porém ganha até mil reais a menos”.

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