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Encontro debate segmento metalúrgico e os desafios para trabalhadoras

Sexta-feira, 04 de Outubro de 2019 - 15:35 - Atualizado em 04/10/2019 15:47
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A diretora do SMetal e também da FEM/CUT, Priscila dos Passos Silva abordou a participação da mulher no setor metalúrgico, em ItuDivulgação
A Federação Estadual dos Sindicatos dos Metalúrgicos da CUT/SP (FEM) promoveu nesta sexta-feira, dia 4, o Encontro Luta, resistência da Mulher Metalúrgica, na sede do Sindicato dos Metalúrgicos de Itu.

A diretora do SMetal, Priscila dos Passos Silva, que também é diretora da FEM/CUT, fez uma exposição, junto com a sindicalista Daniangela Sueli de Souza, de Itu, sobre a participação das mulheres metalúrgicas no setor, que começou a cair a partir de 2015, com o agravamento da crise econômica no país.

Conforme dados compilados pelo Dieese subseção FEM/CUT, as mulheres metalúrgicas estão concentradas no grupo 2, especificamente no segmento do Eletroeletrônico, com as menores remunerações médias.

As trabalhadoras representam 40% do total da mão de obra em empresas do G2, no G3 são 19%, no G8, 17%, montadoras apenas 9%, por exemplo.

“São grandes os desafios para as mulheres metalúrgicas e dirigentes sindicais porque além de perder participação na categoria recebem os menores salários”, informa Priscila.

Ainda no segundo trimestre de 2019 registra-se o aumento da subocupação e da informalidade no emprego feminino. Conforme dados do Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicada (IPEA) o número de brasileiros que está há mais de dois anos procurando emprego cresceu 140% desde o início da crise, em 2015, chegando a 3,3 milhões de pessoas, dos quais 2 milhões são mulheres e 1,3% são homens.

Crise no mercado de trabalho para as mulheres

. Taxa de desemprego entre as mulheres no segundo trimestre de 2019 foi de 14,1%, significativamente superior a dos homens que foi de 10,3%.

. As mulheres são 52,8% da população desocupada, o nível de ocupação dos homens foi de 64,3% e o das mulheres 45,9%.

. A participação feminina nas chefias das famílias também cresceu, atingindo 33,1%.

“E quem está no desalento, quem são pessoas que mais desistem de procurar emprego por não terem esperança de que encontrarão?”, questiona a dirigente. Conforme uma reportagem da Folha de São Paulo publicada no dia 22 de setembro “Negras, jovens e pessoas com pouco estudo são a cara do desalento do país”.

“Diante esse cenário, precisamos estar ainda mais mobilizadas e na luta contras as desigualdades sejam elas dentro das fábricas ou fora delas”, destaca.

No período da tarde, o presidente da FEM/CUT, Luiz Carlos Dias (Luizão) e advogado da federação, Raimundo Oliveira explicaram sobre as negociações da FEM, sobre as diferenças entre Convenção Coletiva e acordo coletivo, entre outros pontos que envolvem as negociações da Campanha Salarial.

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