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Em tempos de golpe, formação em políticas públicas representa resistência

Entidades sindical e partidária que defendem democracia formam primeira turma em curso promovido em parceria

Segunda-feira, 11 de Abril de 2016 - 09:59 - Atualizado em 27/12/2016 14:40
CUT São Paulo/Vanessa Ramos

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10 ramos cutistas foram representados
A formatura da primeira turma do curso de Difusão de Conhecimento em Gestão em Políticas Públicas ocorreu neste sábado (9), no Sindicato dos Bancários e Financiários de São Paulo, Osasco e Região, no centro da capital paulista. Com uso da internet e das novas tecnologias, a realização deste projeto nasceu da parceria entre a Secretaria de Formação da CUT São Paulo, a Escola Sindical SP e a Fundação Perseu Abramo.

Participaram militantes de movimentos sociais, estudantes, funcionários da CUT Nacional e da CUT São Paulo, dirigentes e trabalhadores representando ao todo 10 ramos cutistas.

Presidente da CUT São Paulo, Douglas Izzo falou sobre a assertividade do curso. "O resultado desta experiência é agora a construção de novos cursos também espalhados pelo interior de São Paulo. Esta conjuntura de golpe demonstra ainda mais a importância da formação política, crítica e aprofundada da militância e da população como um todo", afirmou.

A partir deste mês, novas turmas serão abertas para o curso de difusão que terá início na capital, no ABC, em Guarulhos, Campinas e São Carlos.

Para a secretária de Formação da CUT São Paulo, Telma Victor, esta parceria estabelecida tende a se fortalecer cada vez mais. "Alcançamos o nosso objetivo de despertar o interesse da militância de esquerda para o aprofundamento dos grandes temas sobre o Estado brasileiro e as políticas públicas, que permitiram maior inclusão social da classe trabalhadora nos últimos anos."

Ao reforçar igualmente a parceria das entidades neste projeto, a vice-presidenta da Fundação Perseu Abramo, Iole Ilíada, fez uma na análise do momento político do país. "Vivemos um período de crise do capitalismo, mas que atinge o centro do sistema, o que torna tudo mais grave. Para a burguesia, a saída para a crise exige exploração maior da classe trabalhadora. O contexto da crise coincide com a presença de vários governos progressistas em países da América Latina, que incomodam a reestruturação que o capital precisa fazer", avalia.

Para Izzo, quem está por trás do golpe ao governo é a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), os banqueiros, os latifundiários e todos os que "não engoliram" os avanços dos últimos anos. "Temos que dizer às nossas bases e ao povo brasileiro que eles [golpistas] querem que o passado retorne, o que significa flexibilizar os direitos trabalhistas e inserir a terceirização ilimitada. Não vai ter golpe porque não há crime de responsabilidade contra a presidenta Dilma", explicou.

Telma também reforçou que os direitos conquistados a duras penas estão sob ameaça. "Não permitiremos que isso aconteça e nossa resposta tem sido dada nas ruas de todo o país"

Iole demonstrou otimismo ao falar que mais pessoas, além das entidades clássicas partidárias e movimentos sociais, têm se posicionado contra o golpe. "Artistas, intelectuais, juristas, lideranças, população nas periferias e, mesmo pessoas que têm críticas profundas ao governo, tem afirmado que são contra o impeachment", concluiu.

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