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Editorial: Vidas importam mais que os lucros

Quinta-feira, 31 de Janeiro de 2019 - 10:33 - Atualizado em 05/02/2019 14:38
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Até quando? Vidas importam mais que os lucros @halwildson no Instagram
Provavelmente, o crime da Vale que ocorreu em Brumadinho na sexta-feira, dia 25, é o maior acidente de trabalho da história do país. Mais de 80 mortos, entre eles um engenheiro sorocabano e 270 desaparecidos.

Os crimes da Vale em Mariana - sem punição até hoje - e esse, de Brumadinho, jogaram rejeitos de mineração e lama sobre a vida de milhares de brasileiros ao matar trabalhadores, ao poluir os rios que levam água às casas, ao acabar com qualquer natureza que encontram pela frente.

Além da tristeza pesa uma angústia pela impunidade da empresa privatizada pelo governo de Fernando Henrique Cardoso. Antes, a Vale do Rio Doce, como empresa estatal, rendia ao Brasil pela riqueza do subsolo que explora e pertencia à nação.  Mas depois de ter sido praticamente “doada” pelo governo tucano aos acionistas estrangeiros, ela explora nossas riquezas e mata.

Não dá para ser conivente com as privatizações que apenas visam o lucro do capital estrangeiro. Não prezam pela vida humana. Esses casos não foram desastres ambientais, foram crimes que até a Organização das Nações Unidas (ONU) afirma que devem ser investigados como tais.

Que país é este? Onde se explora e se deixa explorar o trabalhador e a trabalhadora desmedidamente, e diz que o prejudicado ainda é o patrão? Em que época estamos no qual um governo recém empossado flexibiliza as leis, questiona a fiscalização do Ibama e não promove nenhuma ação para minimizar a dor da população?

O caos atinge também a vida dos que trabalham nas metalúrgicas. As montadoras Ford e General Motors fazem ameaças querendo vantagens. A GM anunciou aos trabalhadores uma carta com 28 itens, que inclui desde o fim do fretado até o trabalho intermitente e o aumento de jornada.

Contra essa impunidade e contra esses desmandos a capricho do capital é que lutamos no dia a dia, nas fábricas e na sociedade, para combater as injustiças. Estamos em constante negociação com as empresas, seja por calendário de folgas, PPR, Campanha Salarial, segurança do trabalhador e tantas outras pautas da categoria.

É fácil visualizar quem está do nosso lado, da classe trabalhadora, e quem está contra os nossos direitos. Por isso, vamos em frente que em 2019 também será um ano de muita luta  e resistência para, depois, obtermos nossas conquistas!

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