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Editorial: Uns suam e sangram, outros chicoteiam e oprimem

Quinta-feira, 28 de Novembro de 2019 - 10:40 - Atualizado em 28/11/2019 10:54
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A Medida Provisória 905 implementa a Contratação Verde e Amarela e modifica dezenas de outros direitos da CLT vigente.Divulgação
Não se pode perder a capacidade de se indignar diante as injustiças. Por isso, nós do movimento sindical continuamos a transformar nossa indignação em ações que possam trazer melhorias para a classe trabalhadora.

De 2016 para cá, foram várias alterações nas legislações com o propósito de conceder benefícios aos empresários, ao capital estrangeiro, que não se preocupa com o meio ambiente e com a qualidade de vida do povo brasileiro.

Na edição anterior da Folha Metalúrgica expusemos os principais pontos da Medida Provisória 905, que implementa a Contratação Verde e Amarela e modifica dezenas de outros direitos da CLT vigente.

A MP é pior que a própria Reforma Trabalhista, aprovada a toque de caixa em 2016 é pura canetada do governo, sem debate com a sociedade, sem diálogo.

Ação após ação o governo prova para quem governa. Sabíamos disso antes dele ser eleito, mas a maioria dos eleitores ainda assim, o escolheu. Com repercussão inclusive internacional, os danos ganham dimensões absurdas.

O povo chileno sofreu com a política neoliberal, que diminuiu os investimentos na saúde e educação, e também passou por essa Reforma da Previdência. Após salários de miséria e sem aposentadoria. Por isso, houve a revolta recente nas ruas.

A equipe de Bolsonaro e Paulo Guedes mesmo assim, fizeram aqui a política que foi feita lá, agravando ainda mais. Política que restringe o acesso às universidades, que limita o acesso à atendimentos na saúde e que faz trabalhador aceitar emprego sem direitos. Mas nem para a sobrevivência o salário dá!

Pela Contratação Verde e Amarela ou pelo contrato intermitente não dá para pagar aluguel, não dá para pagar um lazer com a família, não dá para comprar alimentos adequados para colocar todos os dias na mesa.

Esperamos que a indignação tome conta desse país no bom sentido de se colocar no lugar do outro, daquele que sua e sangra e não daquele que chicota e oprime.

Estamos juntos para sair às ruas, para mobilizar a sociedade para caminhar por um novo amanhecer, que dê mais esperanças, mais alívio à nossa classe. Não podemos desanimar porque há muito a conquistar; primeiro, escolhendo o lado certo da luta. Não aceitando maçãs envenenadas dos contos de fadas. Essa fase tem que acabar para dar abertura ao protagonismo dos trabalhadores.

Porque sabemos que sem reação, o horizonte não tende a melhorar sozinho. Somos seres com potências de transformação, precisamos questionar e evitar a submissão, mesmo nesses tempos difíceis de ameaças, de desemprego.

Não há estabilidade nem para quem não reage porque o lema do governo atual é rotatividade e precarização acima de todos. Lucros e favorecimento a qualquer custo, acima de tudo.

Nessa esteira em que os brasileiros se encontram, quem fica parado acaba indo pra trás e levando consigo uma multidão. Sejamos todos e todas exemplos de resistência contra as injustiças e agentes de transformação.

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