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EDITORIAL: Trabalhador não vota em patrão

O candidato que ataca negros, mulheres, movimentos sociais e lgbts, também quer o fim do 13º salário e das férias

Quarta-feira, 03 de Outubro de 2018 - 10:47 - Atualizado em 03/10/2018 11:03
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O candidato que dissemina ódio e ataca negros, mulheres, lgbt, também defende o fim do 13º salário e das fériasDivulgação
Formamos uma categoria de 37.474 trabalhadores e trabalhadoras da base do SMetal, em 14 municípios.

Estamos caminhando para a fase final da Campanha Salarial 2018 e contamos com a Federação do Sindicato dos Metalúrgicos do Estado de São Paulo (FEM/CUT) na luta por aumento real e pela manutenção dos direitos.

Mas sabemos que sem luta nem a reposição da inflação é garantida. Depois do golpe de 2016, o setor patronal – encabeçado por Paulo Skaf, da Fiesp - endureceu ainda mais as negociações, referendado por leis fabricadas para aumentar a exploração e os privilégios do capital financeiro.

Exemplo disso, é a Reforma Trabalhista que tanto prejudica a vida do trabalhador e da trabalhadora, tanto na fábrica quanto na sociedade, pois impulsiona para uma escravização moderna: diante a dificuldade de uma vaga de emprego, o ser humano se submete às condições, antes, inaceitáveis.

Com essa Reforma, direitos duramente conquistados são deixados de lado, como no caso do trabalho intermitente, que não garante uma renda básica mensal.

Somos contra esses ataques e estamos denunciando e nos mobilizando nas portas das fábricas e nas manifestações em Sorocaba, região, São Paulo e até em Brasília. Você deve se lembrar das nossas ações para barrar a terceirização, o então projeto 4330. Somos a força motriz deste país. Precisamos voltar à cena. Precisamos de políticas públicas que permitam que nossos filhos cursem faculdade, que possamos ter direito à moradia digna e queremos investimentos na saúde.

O projeto que está em curso no país é o de Temer e seus aliados midiático, jurídico e políticos ligados a partidos oligárquicos como MDB e PSDB.

Você se lembra de uma das primeiras medidas que tomaram? O congelamento dos investimentos na saúde e na educação (no social) por 20 anos! Pode pesquisar, no Google, nos jornais. Em 2016, tiveram a covardia de praticarem esse retrocesso.

Por isso, neste ano eleitoral, precisamos renovar o Congresso Nacional, formado pela Câmara dos Deputados e pelo Senado Federal. Precisamos de deputados e senadores que lutem para a conquista de direitos e não pelo fim da aposentadoria, por exemplo, como querem muitos dos atuais deputados da nossa região.

Temer já está anunciando que pretende colocar pra votação a Reforma da Previdência para logo depois das eleições. Vamos votar em candidatos que possam barrar esses ataques, eleger quem pode representar nossa categoria metalúrgica!

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