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EDITORIAL: Quem está na luta por trabalho digno?

Quinta-feira, 28 de Março de 2019 - 10:55
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As ações do Sindicato reivindicam sempre direitos e avanços, nunca retrocessosDaniela Gaspari/Arquivo Imprensa SMetal
Nesta terça-feira, dia 26, uma fila quilométrica, com mais de 15 mil pessoas em busca de emprego, no Vale Anhangabaú, lembrou a década de 90, quando as empresas de Sorocaba, por exemplo, mantinham caixas nas calçadas para receber os currículos, que chegavam aos montes.

Não era essa a cena que milhões de brasileiros esperavam após a implementação da Reforma Trabalhista, em 2017. A promessa não era a criação de mais postos de trabalho? Denunciamos, junto com a CUT e outros movimentos sociais e sindicais, que essa reforma só entregaria mais lucros aos patrões.

O papel do sindicato foi o de alertar e lutar contra essa legislação que desmonta a Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT). Mesmo com a aprovação da Reforma, na Campanha Salarial, nós conseguimos aprovar cláusulas sociais que garantissem o direito à negociação, para que as empresas não aplicassem a reforma de cabo a rabo.

É por essas lutas que o governo de Temer e o governo atual, mais ainda, vêm perseguindo os sindicatos e promovendo medidas que dificultam a ação sindical.

A elite empresarial que apoia esses políticos quer ampliar a contratação da mão de obra intermitente, não quer ser cobrada de um piso salarial digno, nem respeitar os direitos básicos.

Na Flex, empresa multinacional, por exemplo, nem o respeito à pausa está cumprindo como deveria. São inúmeras reclamações de trabalhadores que são xingados no dia a dia pela chefia, sofrendo assédio moral.

Com o sucateamento da justiça, promovido pelo governo, o sindicato acaba sendo o mais próximo e único instrumento dos trabalhadores para denunciar essas irregularidades e cobrar por trabalho digno.

As ações do sindicato reivindicam sempre direitos, nunca retrocesso. Temos exemplos diários, como os mais de 60 ex-trabalhadores da Jimenez, que conquistaram adicional de insalubridade retroativo, graças à ação coletiva movida pelo Sindicato.

Por isso, neste momento tão conturbado do país, onde reina o desrespeito e lemas como a carteira verde e amarela (que rebaixaria os contratos, precarizando ainda mais o trabalho) é fundamental saber de que lado está.

As medidas do governo, nestes três meses de poder, são para excluir e aumentar as desigualdades sociais. O que se propõe é mais lucro e poder aos que já são privilegiados. Enquanto a maioria da população enfrenta uma quilométrica fila em busca de sua dignidade.

Mas como tudo é dinâmico, esse ciclo pode ser vencido! Estamos agora enfrentando a batalha contra o desmonte da Previdência Social, que vai muito além da aposentadoria. Essa proposta perversa aprofundaria a miséria na sociedade e deixaria ainda mais rico quem já não paga taxa alguma pela fortuna que tem.

Conheça o sindicato e engaje-se nas lutas da classe trabalhadora. São elas que te dizem respeito, de fato. Não assuma o compromisso de ser mais um escravo na engrenagem do capital financeiro. Você, trabalhador e trabalhadora, têm direitos e vale lutar por eles!

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