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Editorial: Para o patrão, você não merece aumento

O editorial da Folha Metalúrgica nº 980 reforça que, diante dos ataques constantes do patronal, o que garantiu chegar minimamente à inflação nos últimos anos foi a mobilização e união da categoria

Quarta-feira, 13 de Outubro de 2021 - 10:37
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O empresário reclama sempre. Não importa se a inflação acumulada na data-base dos metalúrgicos seja de 1,73% ou de 10,42%. Para eles, que estão lucrando em cima do seu trabalho duro, a desculpa é sempre a mesma: você está querendo um reajuste salarial alto demais.

Esse ano os patrões choraram bastante nas mesas de negociação. Alegavam que não previam uma inflação tão alta e que a pandemia da Covid-19 prejudicou os negócios. Nada disso é verdade, evidentemente. Todos os índices econômicos apontavam para um crescimento inflacionário descontrolado, que era continuamente agravado por um governo incompetente e corrupto. E esses mesmos empresários continuaram lucrando enquanto você produzia em meio a uma pandemia que já matou quase 600 mil pessoas.  

Em anos anteriores, sem crise sanitária e com a inflação baixa, os patrões reclamavam do mesmo jeito. Em 2017, por exemplo, o índice acumulado na data-base da categoria foi de 1,73% e o reajuste seguiu esse mesmo valor.

No ano seguinte, 2018, garantir 5% de aumento salarial frente à inflação de 3,80%, também não foi uma tarefa fácil. Para as bancadas patronais, mais uma vez, os trabalhadores queriam muito. Situação parecida com 2019, que teve índice inflacionário de 3,28% e reajuste de 3,80%.

O que garantiu chegar minimamente no índice da inflação foi a mobilização e união da categoria. Foi com isso que a FEM/CUT e o SMetal foram firmes para as negociações com as bancadas patronais e, em quatro anos (2017 a 2020), conquistaram 14,14% de reajuste para os metalúrgicos e metalúrgicas.

E não é só isso. O patrão, em todos os anos, tentou retirar direitos fundamentais dos trabalhadores. Foram favoráveis à terceirização irrestrita e bancaram a Reforma Trabalhista. Os efeitos só não são piores e não atingiram duramente os metalúrgicos de Sorocaba e região porque o Sindicato lutou bravamente para garantir Convenções Coletivas de Trabalho que protegessem o salário, segurança no trabalho, jornada, estabilidade e, até mesmo, aposentadoria.

Não se engane, os empresários estão organizados e têm os sindicatos patronais deles. E esses sindicatos patronais não existem para defender você, seu salário e seus direitos. Muito pelo contrário.

Por isso, a luta continua diariamente. Somente com a união e a organização dos metalúrgicos, o SMetal tem forças para seguir buscando o melhor para a categoria, seja nos salários ou nos direitos. E nunca é demais repetir que estamos juntos hoje pelos direitos do amanhã. Conte sempre com seu Sindicato!

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