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EDITORIAL: Governo afunda nos piores índices

Quinta-feira, 11 de Abril de 2019 - 10:06 - Atualizado em 11/04/2019 10:43
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Enquanto o presidente da República fica na rede social, o Brasil afunda nos piores índicesPxeira
De acordo com dados do Produto Interno Bruto (PIB), a atividade econômica do Brasil está no patamar mais baixo em comparação aos últimos 70 anos. Atualmente, há 13 milhões de desempregados. E o governo Bolsonaro se preocupa em acabar com o horário de verão.

Depois disso, o governo já traçou outras metas, como a de se livrar da tomada de três pinos. É o que defende Filipe Garcia Martins, assessor especial da Presidência da República para assuntos internacionais.

Em 100 dias o governo atual extinguiu a demarcação das terras indígenas, decretou o fim da valorização do salário mínimo, determinou atos “cívico-militares” nas escolas; pôs fim ao Conselho de Segurança Alimentar, divulgou vídeo em homenagem às torturas ocorridas na ditadura. Ah, e claro, extinguiu os Ministérios do Trabalho e da Cultura e ameaçou a Justiça do Trabalho.

É isso que faz a diferença na vida do povo? Pelo menos, nas mentes dos governistas do Planalto é isso o que importa. Assim como defender que meninos usem azul e meninas, rosa.

A combinação de horror e bizarrice define o atual governo. Enquanto, alguns poucos se divertem, o povo é atormentado por se submeter a humilhações para se manter no emprego, quando não está à beira do desespero para pagar todas as contas.

Aquela fila de 15 mil pessoas buscando emprego no Vale do Anhangabaú? O fechamento das indústrias? Isso tudo é coisa para político que acredita em democracia, em políticas públicas, em desenvolvimento e justiça social.

Neste governo não. Até o Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) corre o risco de não existir mais. Pra quê dar acesso a estudantes nas universidades? Isso também é coisa de político que gosta de flertar com direitos. Neste governo, direitos são só para o capital estrangeiro, para os banqueiros e industriários.

A urna eletrônica parece estar com os dias contados também, assim como a aposentadoria e os benefícios do INSS. Mas podemos barrar essas ameaças, depende da luta e organização da classe trabalhadora.

“Nao sejam analfabetos politicos. Essa foi a grande herança da ditadura”, afirmou o professor de história Miguel Trujillo, durante abertura de exposição na UFSCar da “descomemoração de 1964”. Ele nos diz que 1964 ainda não acabou, que ainda temos muito que lutar contra três gigantes: o medo, a injustiça e a ignorância.

Nós, do SMetal, estamos intensificando a campanha contra a Reforma da Previdência, que toma corpo a cada dia. Tivemos a palestra do coordenador do Dieese, Fausto Augusto Jr. Teremos no próximo dia 16, às 19h, uma palestra para abordar somente a Aposentadoria Especial. Levaremos ainda aos metalúrgicos o abaixo-assinado contra essa proposta perversa do governo. E estamos engajando parceiros e diversas entidades a se juntarem nessa campanha.

Nosso horizonte é a utopia de vivermos em um mundo menos desigual. Pra isso, precisamos continuar fortes e unidos. Se fere a existência e a dignidade do nosso povo, resistiremos!

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