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EDITORIAL: As redes sociais e as ruas dizem #EleNão

Quinta-feira, 20 de Setembro de 2018 - 11:28 - Atualizado em 20/09/2018 11:56
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ele, não, #Elenão
#EleNão#Elenão
Nenhum direito é garantido para sempre. Infelizmente, do golpe de 2016 para cá, vivenciamos isso. A própria Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) sofreu a Reforma Trabalhista, que flexibilizou os direitos, retirando garantias históricas da classe trabalhadora.

Em relação aos direitos das mulheres então é preciso manter-se vigilante. Como diria a escritora francesa Simone Beauvoir, basta uma crise política, econômica ou religiosa para que os direitos das mulheres sejam questionados. Esses direitos não são permanentes.

Na base do SMetal, as mulheres metalúrgicas representam 20,1% da categoria, conforme dados compilados pelo Dieese Subseção do SMetal. A Convenção Coletiva de Trabalho do SMetal mantém a cláusula de barreira contra a Reforma Trabalhista de Temer (MDB) para evitar, por exemplo, que mulheres grávidas trabalhem em locais insalubres.

Conscientes de direitos que podem ser perdidos, mais de dois milhões de mulheres estão unidas contra o candidato militar reformado, que afirmou ser preconceituoso, com muito orgulho e que dissemina o ódio.

Durante diversas entrevistas o candidato da ultra-direita afirmou: “Seria incapaz de amar um filho homossexual. Prefiro que um filho meu morra num acidente”. E também: “Não te estupro porque você não merece.” Ou mesmo: “Mulher deve ganhar salário menor porque engravida. Quando ela voltar [da licença-maternidade], vai ter mais um mês de férias, ou seja, trabalhou cinco meses em um ano.”

Bolsonaro é também autor do Projeto de Lei 6055, que retira a obrigatoriedade do SUS de atender mulheres vítimas de violência sexual.

Pelas redes sociais, as mulheres do Brasil inteiro organizam protestos para repudiá-lo. Em Sorocaba, o coletivo Rosa Lilás fará uma manifestação no dia 21, na entrada do terminal Santo Antonio, na descida da Av. Dr. Luiz Ferraz de Sampaio Junior, a partir das 16h30.

No próximo dia 29, atos em diversas capitais do país mostrará a rejeição das mulheres contra o candidato. Inclusive, em São Paulo, com concentração às 17h, no Largo da Batata.

A rejeição de Bolsonaro é mais alta que sua popularidade, mesmo após a facada. Mas, quem é eleitor dele não se comove com outros atentados, como a que sofreu a Caravana Lula (tiros nos ônibus), nem quer saber quem matou a vereadora do RJ Marielle Franco e o motorista Anderson Gomes. Para eles, não há perspectivas nem planos para negros, mulheres, deficientes, homossexuais e movimentos sociais.

Em 27 anos como deputado, pelo Rio de Janeiro, Bolsonaro não tem nenhum projeto voltado para segurança ou pela educação.

Precisamos votar com consciência porque as eleições de 2018 são dramaticamente decisivas para o país. Ou será eleito um projeto que representa os direitos das mulheres e da classe trabalhadora, em geral, ou se elege um projeto fascista, de censura e truculência que não gerará trabalho nem desenvolvimento pro país.

O que queremos é que o Brasil volte a crescer e a proporcionar qualidade de vida para seu povo, nós, trabalhadores e trabalhadoras!

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