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Economista do Dieese/SMetal participa de curso sobre globalização

Quinta-feira, 09 de Junho de 2016 - 10:57 - Atualizado em 27/12/2016 14:50
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Lima explica que o conteúdo do curso foi rico para visualizar que há uma efetiva divisão pelo fenômeno da globalização
O economista da subseção do Dieese do Sindicato dos Metalúrgicos de Sorocaba e Região (SMetal), Fernando de Lima, foi um dos participantes do curso de verão alemão "Making Globalization Fair" (Construindo uma globalização justa), que ocorreu de 29 de maio a 3 de junho, nas cidades de Hofgeismar e Berlim.

O curso foi realizado pela Universidade Unikassel e pela Fundação Friedrich Ebert Stiftung (FES). Cada escritório da FES espalhadas no mundo indicou um candidato para as 30 vagas oferecidas.

Para ser o escolhido do escritório brasileiro Lima entregou uma carta de apresentação, comprovou seu envolvimento com o movimento sindical, além de currículo para avaliação da Fundação.

De acordo com o economista dentre os 30 participantes tiveram militantes e acadêmicos de todos os continentes.

Entre os temas estudados em uma semana constaram os novos aspectos da globalização, a divisão internacional do trabalho, moeda e câmbio e controle democrático de corporações transnacionais. O grupo também realizou uma visita à fábrica da Volkswagen, na cidade de Wolfsburg, além de fomentarem a discussão sobre a questão dos direitos humanos e a responsabilidade corporativa durante o estudo.

As aulas começavam às 9h e terminavam por volta das 21h. Conforme explica Lima "além da proposta abrangente do curso foi muito interessante conhecer as realidades dos integrantes e identificar que temos muitos problemas em comum, que são decorrentes da globalização".

Ele ressalta que nas conversas com pessoas de outras nacionalidades, como peruano e africanos, identificou problemas relacionados à desigualdade social, busca por oportunidades e quebras de tabu também sobre as diferenças culturais.

Nova etapa da globalização

Referente ao conteúdo programático, Lima explica que foi rico para visualizar que há uma efetiva divisão pelo fenômeno da globalização. "Oitenta por cento das transações internacionais são feitas por empresas transnacionais, com matriz que estão ou na Europa ou nos Estados Unidos".
Isso significa também uma diferença na forma de se tratar os trabalhadores. "À medida que a globalização avançou percebemos o fenômeno da financeirização".

Sobre essa nova onda da globalização o economista usa a crise de 2008 como exemplo. "Ela ocorreu nos Estados Unidos, mas provocou uma repercussão global devido ao enraizamento das finanças".

O maior prejudicado com esse novo fenômeno é o trabalhador. Ele pontua que não é aceitável que um país, em benefício próprio, receba produtos oriundos de condições precárias de trabalho ou permitir que essas condições sejam realizadas no país em nome de uma competitividade.
Outro ponto de reflexão que Lima trouxe na bagagem diz respeito à perda da identidade cultural dos negócios locais. "Com a internet a gestão de produção não precisa ser mais feita no país onde o produto é desenvolvido, mas o gestor controla tudo direto da matriz mesmo".

Para reverter essa lógica empregada pelas transnacionais em impor uma forma de gestão ao mundo, o economista sinaliza que é importante estreitar os laços para que não aumente a precarização do trabalho.

As despesas com a viagem e o curso foram por conta da Fundação Ebert Stiftung (FES).

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