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Dia Nacional da Alfabetização

Dia Nacional da Alfabetização acende alerta para questão no país

Apesar dos números de analfabetos apresentarem queda, Brasil ainda tem 11 milhões de pessoas que não sabem ler ou escrever; erradicação do analfabetismo foi pauta prioritária durante o governo Lula

Sexta-feira, 13 de Novembro de 2020 - 11:20 - Atualizado em 17/11/2020 09:47
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Pelo menos 11 milhões de brasileiros não saberiam o que fazer ao se deparar com um texto ou ao tentar assinar o seu nome. Atualmente, a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad Contínua) estima que o analfabetismo continuará sendo um desafio, apesar da queda nos números de pessoas nesta situação.

O dia 14 de novembro, marcado pelo Dia Nacional da Alfabetização, visa conscientizar a população sobre a importância da implantação de melhores condições de ensino e aprendizagem no país.

Muitos elementos podem acarretar neste cenário negativo que foi exposto pela pesquisa Pnad, a desigualdade é um deles. A estrutura das escolas pode mudar de um estado para outro, bem como de cidade para cidade. No que diz respeito aos estados, as regiões Sul e Sudeste têm as menores taxa de analfabetismo, 3,3% entre os que têm 15 anos ou mais. Na contramão, Norte e Nordeste aparecem com 7,6% e 13,8%, respectivamente.

carol, outubro, 2020, imprensa, Foguinho/Arquivo Imprensa SMetal
Para aprender de forma saudável é necessário levar em consideração diversos fatores no contexto biopsicossocial do alunoFoguinho/Arquivo Imprensa SMetal
A psicopedagoga e professora do Sindicato dos Metalúrgicos de Sorocaba e Região (SMetal), Karina de Souza Garcia, esclarece que um indivíduo alfabetizado é aquele consegue decodificar o que está escrito. Ela recorda, no entanto, que é preciso fazer com que aquela pessoa também compreenda o que lê, classificando-se, assim, como “letrado”. 

Apesar de existirem avanços, é muito comum que os espaços de educação ainda tenham formas tradicionalistas de ensinar. Sobre isso, a psicopedagoga ressalta que “para aprender de forma saudável é necessário levar em consideração diversos fatores no contexto biopsicossocial do aluno”. A especialista afirma que existem vários métodos de alfabetização e cada indivíduo se encaixa melhor naquilo que o contempla.

Relembre ações do SMetal

Uma matéria do Diário de Sorocaba publicada em 1995, mostra que, naquele ano, o SMetal promoveu um acordo entre a Apex Tools (que na época se chamava Cooper Tools) e os metalúrgicos para alfabetização dos trabalhadores da empresa.

carol, outubro, 2020, imprensa, Divulgação
Em 1995, SMetal promoveu um acordo entre a Apex Tools e os metalúrgicos para alfabetização dos trabalhadores da empresaDivulgação
À época, a entidade que era presidida por Carlos Roberto de Gáspari, também propôs um processo de supletivo direcionado aos trabalhadores que não terminaram o ensino médio. A campanha tinha como objetivo profissionalizar e levar conhecimento de forma ampla aos funcionários da fábrica.

Além disso, outras ações já foram empenhadas pelo SMetal, como recorda Karina de Souza Garcia. O “Programa Integrar”, realizado no final dos anos 1990, por exemplo, foi uma iniciativa conjunta entre Confederação Nacional dos Metalúrgicos (CNM), CUT e o Sindicato em que dezenas de trabalhadores adultos que não haviam concluído o Ensino Fundamental e encontravam-se desempregados, ou em vias de desemprego, foram requalificados profissionalmente e obtiveram a certificação do Ensino Fundamental gratuitamente.

“Vemos a alfabetização, profissionalização e ensino como uma forma de amplificar o modo de ver a vida. Sempre pensamos em expandir os horizontes dos trabalhadores”, comenta o presidente do Sindicato, Leandro Soares.

No decorrer dos últimos 20 anos, o Sindicato já capacitou para o trabalho mais de 10 mil trabalhadores jovens e adultos em seus cursos profissionalizantes, de redação, de matemática básica e informática. Atualmente, estes cursos encontram-se suspensos devido a pandemia da Covid-19.

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