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Reforma da Previdência

Deputados da região de Sorocaba votam pelo fim da aposentadoria digna

Jefferson Campos (PSB), Vitor Lippi (PSDB) e Capitão Derrite (PP), de Sorocaba; Herculano Passos (MDB), de Itu; Guilherme Mussi (PP), de Itapetininga; e Guiga Peixoto (PSL), de Tatuí, votaram a favor do texto-base da Reforma da Previdência nesta quarta-feira, dia 10

Quinta-feira, 11 de Julho de 2019 - 10:11 - Atualizado em 11/07/2019 11:48
Imprensa SMetal com informações do Portal da CUT

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Representantes da Região Metropolitana de Sorocaba na Câmara Federal votaram a favor do texto-base da Reforma da PrevidênciaDivulgação
Os seis deputados que representam a Região Metropolitana de Sorocaba (RMS) na Câmara Federal votaram a favor do texto-base da Reforma da Previdência (PEC 6/19), que foi aprovada na noite desta quarta-feira, 10, com 379 votos favoráveis e 131 contrários.

São eles: Jefferson Campos (PSB), Vitor Lippi (PSDB) e Capitão Derrite (PP), de Sorocaba; Herculano Passos (MDB), de Itu; Guilherme Mussi (PP), de Itapetininga; e Guiga Peixoto (PSL), de Tatuí.

Eram necessários pelo menos 308 votos (3/5 dos deputados). O texto será agora submetido ao segundo turno de votação, que serão analisadas alterações e emendas aglutinativas, e depois será enviado ao Senado.

O texto-base aprovado é o substitutivo do deputado Samuel Moreira (PSDB-SP) que, apesar de deixar de fora a capitalização, continua cruel para os trabalhadores. A Reforma da Previdência aumenta o tempo para se aposentar, limita o benefício à média de todos os salários (não mais aos 80% maiores contribuições), eleva as alíquotas de contribuição para quem ganha acima do teto do INSS e estabelece regras de transição para os atuais trabalhadores.

“É uma vergonha para a Região Metropolitana de Sorocaba, tão importante para o estado de São Paulo, ter representantes contrários às milhares de famílias de trabalhadores, especialmente as mais pobres, que são as mais afetadas com esse projeto que acaba com a aposentadoria digna dos brasileiros”, critica o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Sorocaba e Região (SMetal), Leandro Soares.

E completou: “Mas não nos damos por vencidos, a luta agora é no Senado e nas ruas. Os trabalhadores e trabalhadoras precisam se unir ainda mais para enfrentar mais esse ataque aos seus direitos”.

Impactos na categoria metalúrgica

Silvio Ferreira, secretário-geral do SMetal, lembra que a Reforma da Previdência vai impactar consideravelmente os trabalhadores da categoria. “Hoje a média salarial da categoria é acima de R$ 3 mil. Com essa proposta cruel do atual governo, o trabalhador vai ter que contribuir mais para receber menos, pois ela aumenta de 11% para 14% a alíquota de contribuição para quem recebe na faixa de R$ 3.000,01 a R$ 5.839,45”, destaca.

“Além disso, apenas 1,75% dos trabalhadores na base do Sindicato tem 60 anos ou mais, sendo 572 homens e 42 mulheres de um total de 35 mil metalúrgicos. Isso torna o acesso a uma aposentadoria digna praticamente impossível”, afirma. Os dados são da Relação Anual de Informações Sociais de 2017, compilados pelo economista da subseção Dieese dos Metalúrgicos de Sorocaba, Fernando Lima.

Em Sorocaba, apenas 2,97% do total de 191 mil trabalhadores com carteira assinada - formados por 56% homens e 43% mulheres - possuem 60 ou mais anos de idade.

Os dados são da Relação Anual de Informações Sociais de 2017, compilados pelo economista da subseção Dieese dos Metalúrgicos de Sorocaba e Região, Fernando Lima.

Liberação de emendas

A aprovação da Reforma está custando caro aos brasileiros. O presidente Bolsonaro jogou pesado e com muito dinheiro dos cofres públicos para garantir os votos favoráveis.

Somente em julho e às vésperas da votação, o governo liberou mais de R$ 2,5 bilhões em emendas parlamentares distribuídas cirurgicamente para beneficiar os deputados aliados, segundo apuração da ONG Contas abertas e dados oficiais.

O presidente também gastou R$ 40 milhões em propaganda maciça veiculada nos horários nobres de rádio e televisão para convencer a população de que essa proposta é necessária para “promover justiça social, ampliar a capacidade de investimento e gerar empregos”.

Segundo o presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Vagner Freitas, que acompanha a votação da Reforma em Brasília, o mesmo ocorreu com a aprovação da Reforma Trabalhista, em novembro de 2017, quando o governo seguiu igual roteiro de distribuir verbas e mentir que a mudança da CLT levaria ao crescimento econômico e à geração de empregos.

“Falaram, à época, que seriam gerados 2 milhões de empregos. Passados quase dois anos, o que temos são 13 milhões de desempregados, mais de 26 milhões de desalentados e o aumento da informalidade, da precarização do emprego, a redução da renda e o País em crise, estagnado. O mesmo acontecerá com essa reforma da previdência”, afirma Vagner Freitas.

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