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Deputados da região de Sorocaba votam contra investigação de Temer

As campanhas eleitorais desses políticos foram financiadas por empresas. Do Jefferson Campos (PSD), inclusive, pela JBS

Sexta-feira, 04 de Agosto de 2017 - 12:22
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Os deputados federais eleitos pela RMS Herculano Passos e Missionário José Olímpio, de Itu; e Guilherme Mussi, de Itapetininga, votaram contra o processo de investigação de Temer.Divulgação
Os deputados federais eleitos pela Região Metropolitana de Sorocaba (RMS) Herculano Passos (PSD) e Missionário José Olímpio (DEM), de Itu; e Guilherme Mussi (PP), de Itapetininga, votaram contra o processo de investigação de Temer (PMDB).

Todos votaram a favor do impeachment da Dilma, mas se negaram a sequer abrir processo para investigar o presidente atual, mesmo com as gravações de áudio e vídeo divulgados e mala com 500 mil dólares para corrupção.

De olho nas eleições de 2018, Vitor Lippi (PSDB), de Sorocaba, justificou, na rádio, que votaria a favor da abertura do processo, mas sem acreditar que Temer merecesse uma investigação.

Jefferson Campos (PSD) votou a favor da investigação de corrupção, mas a própria campanha que o elegeu. em 2014, recebeu doação de empresas da JBS, envolvida no escândalo de corrupção. Os donos do grupo JBS delataram pagamento de propina a políticos, entre os quais estaria o presidente da República, Michel Temer.

Patrocinados por empresas

Sobre as doações para as campanhas que elegeram os deputados em 2014, 60% do valor da campanha de Vitor Lippi (PSDB) foi composto por doações de empresas.

Todos os dados podem ser consultados no Tribunal Superior Eleitoral. O deputado federal Guilherme Mussi recebeu 72% de doações de empresas e o missionário José Olímpio (PP) recebeu 11% de empresas.

Por sua vez, a prestação de contas da campanha de Jefferson Campos (PSD) só consta 0,01% de doações provenientes de empresas. Por outro lado, dentro dos 34% recebidos do partido, há doação da JBS.

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