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Data-base: SMetal cobra reajuste e manutenção de direitos na Gerdau

Assembleia de mobilização aconteceu na filial de empresa em Araçariguama na manhã desta segunda, 5; sindicalista alertaram para propostas patronais de retirada de direitos e parcelamento do reajuste

Segunda-feira, 05 de Setembro de 2022 - 13:19
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9-setembro, 2022, imprensa, Foguinho/Imprensa SMetal
Foguinho/Imprensa SMetal
Para alertar os trabalhadores sobre as ameaças de retirada de direitos por parte da bancada patronal do Sicetel, a diretoria do Sindicato dos Metalúrgicos de Sorocaba e Região (SMetal) realizou uma assembleia na empresa Gerdau, em Araçariguama, na manhã desta segunda-feira, dia 5. Além de propor o parcelamento do reajuste salarial, o sindicato patronal do ramo do aço quer acabar com a cláusula que garante estabilidade de emprego aos trabalhadores vítimas de acidente de trabalho ou doença ocupacional.

A mobilização é uma importante ferramenta para fortalecer os representantes dos trabalhadores nas mesas de negociações. A assembleia na planta de Araçariguama contou com a presença do presidente da Federação Estadual dos Metalúrgicos da CUT (FEM-CUT/SP), Érik Silva.

De acordo com ele, a proposta do Sicetel não condiz com a realidade da produção do setor do aço, que está bastante aquecida e com um volume alto de exportação. “E mesmo assim essa bancada está querendo algo absurdo, acabar com a garantia de emprego de quem sofreu acidente. O parcelamento da inflação é outra loucura. Nós já estamos pagando tudo muito mais caro há muito tempo. E precisamos sim construir a luta pelo aumento real de salário”, criticou.

O presidente interino do SMetal, Silvio Ferreira, explicou que a escolha da Gerdau não foi à toa, pois trata-se de uma das maiores empresas do ramo no Estado de São Paulo. “A própria empresa comemorou, este ano, o melhor segundo trimestre de sua história, com lucro recorde. Isso só é possível com o trabalho duro dos metalúrgicos e é fundamental que eles sejam reconhecidos e valorizados na Campanha Salarial, com direitos garantidos e reajuste salarial digno”.

Silvio completa que, além desse cenário, a classe trabalhadora perdeu muito com a inflação. “Apesar das manobras eleitoreiras de Bolsonaro para baixar os índices inflacionários, tudo continua caro, especialmente os alimentos e isso pesa bastante no bolso dos trabalhadores, que cada vez mais têm dificuldades para colocar um prato de comida na mesa da família. Por isso, nossa luta é para devolver o poder de compra para a categoria”.

Segundo ele, o próximo passo definido pela FEM-CUT/SP e o SMetal é intensificar a mobilização nas fábricas, para pressionar os patrões a desistirem do parcelamento e da retirada de direitos.

Nesta sexta-feira, dia 9, será divulgado o INPC de agosto e, até o momento, as perdas da categoria com a inflação já somam 9,16% em 11 meses.

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