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Crespo chama LGBTs de 'anormais' e ateus de 'burros'

Sexta-feira, 26 de Junho de 2015 - Atualizado em 27/12/2016 13:59
Jornal Cruzeiro do Sul/Marcelo Andrade

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O caso aconteceu na manhã desta quinta-feira, dia 25
O vereador e presidente do partido Democratas (DEM) de Sorocaba, José Crespo, chamou os LGBTs de "anormais", durante uma discussão com uma integrante do coletivo feminino Rosa Lilás, pelo Facebook. Em outro comentário, ele se refere a ateus como "burros" e "ignorantes".

O caso aconteceu na manhã desta quinta-feira (25). Na ocasião, o parlamentar respondia a um comentário de Laryssa Zani. A postagem, feita por um outro usuário, criticava a oração da maioria dos vereadores, após o término da votação do Plano Municipal de Educação (PME), quando Crespo afirmou: "Querida Laryssa: de fato, eu não estava nem estou lá para "agradar" a todos, e sim para tentar fazer a coisa certa, com mandato popular. Os GLBTTTT (sic), como se auto-denominam, merecem ser respeitados e gozar de todos os direitos civis, mas são pessoas anormais (divergem dos padrões cristãos de normalidade) e, num país cristão como o Brasil, não devem ditar as regras de comportamento social."

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Imediatamente, as declarações do vereador repercutiram na rede social e causaram revolta de outros que seguiam a discussão. Em sequência, ainda na rede, o vereador procurou justificar que a palavra "anormais" como os que "divergem dos padrões cristãos de normalidade". Laryssa, que esteve presente na votação do PME, para apoiar a educação sobre a diversidade de gênero na prática pedagógica das escolas municipais, lamentou o fato e classificou a atitude de Crespo como "preconceituosa".

Crespo ainda respondeu a outros comentários na mesma postagem e chamou de "burro" ou "ignorante" quem não acredita em Deus. "Sim, amigo Erisson, os conceitos de "laico" e "ateu" são diferentes. O Brasil, por exemplo, é um Estado laico mas não é um Estado ateu (prova disso é que em todas as cédulas de papel-moeda, está escrito "Deus seja louvado") Somente alguém muito burro ou ignorante não acredita em Deus (devemos ter caridade e ajudar uma pessoa nessa situação)."

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À coluna, Crespo confirmou suas declarações e procurou justificá-las: "Anormal é simplesmente aquilo que destoa do "normal". E normal é o "comum", o perfil mediano de algo, nesse caso de uma Sociedade. E não significa julgamento de valor, ou seja, o "anormal" não necessariamente é "mau", nem "bom", nem "certo" nem "errado"." E completou: "As atitudes dos "ideólogos de gênero", na Câmara ontem, pretenderam influenciar o comportamento das crianças dentro das escolas públicas, eu expliquei que essa minoria (bem como qualquer outra minoria) tem todos os direitos civis da Constituição Federal e deve ser respeitada, mas não deve ditar as regras de comportamento da maioria, que no Brasil, é cristã. Embora o Estado brasileiro seja laico, o povo é cristão e esse povo (maioria) não aceita essa "ideologia de gênero".

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