SMetal

Imprensa

Economia

Com resultado do INPC, salário mínimo fica novamente sem ganho real

Valor de R$ 1.212 para 2022  teve um reajuste de 10,18%, praticamente o mesmo resultado do INPC anual (10,16%); em Sorocaba trabalhador chega a gastar 90,73% do salário mínimo com alimentação e gás

Terça-feira, 11 de Janeiro de 2022 - 12:35
Com informações da Rede Brasil Atual

1_janeiro, 2022, imprensa, Marcello Casal Jr/Agência Brasil
INPC de 2021 ficou em 10,16%, segundo dados divulgados nesta terça-feira Marcello Casal Jr/Agência Brasil
Com a divulgação do INPC de 2021, nesta terça-feira, 11, se confirmou que o salário mínimo brasileiro ficou novamente sem aumento real (acima da inflação). O valor de R$ 1.212 para este ano corresponde a um reajuste de 10,18%, praticamente o mesmo resultado do INPC anual (10,16%). O valor final do piso foi arredondado para cima.

Itens diretamente ligados ao orçamento familiar, como os de alimentos, tarifas e combustíveis, foram os que mais subiram. São exatamente os que têm maior impacto na população de menor renda.

O Dieese estimou que, em dezembro, o salário mínimo deveria ser de R$ 5.800,98 para custear as despesas básicas de uma família de quatro pessoas. O cálculo foi feito com base na cesta básica mais cara no mês passado, a de São Paulo, que chegou a R$ 690,51. O mínimo do Dieese corresponde a 5,27 vezes o piso oficial de 2021 (R$ 1.100). Um ano antes, essa proporção era de 5,08.

Peso no bolso

Quem vive do salário mínimo em Sorocaba mal consegue cobrir as despesas com a alimentação básica e com o gás de cozinha. Esses custos chegam a consumir mais de 90% do salário mínimo.

De acordo com levantamento da Universidade de Sorocaba (Uniso), a cesta básica sorocabana terminou em 2022 custando R$ 987,88. O valor é R$ 106,01 maior do que o registrado em 2020 e representa um aumento de 2,38% em relação a novembro de 2021.

Já para ter um gás de cozinha em casa, é preciso desembolsar até R$ 110, segundo a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

Com isso, somente a alimentação básica e o gás de cozinha consomem 90,73% do salário mínimo.

“Quem paga a conta dessa política desastrosa operada por Bolsonaro é o trabalhador brasileiro. Para o pai e mãe de família, cada mais fica mais difícil colocar um prato de comida na mesa. Por isso, vemos aumentar o número de pessoas passando fome, nas ruas. Estamos vivenciando um dos piores momentos da história do país”, enfatiza Leandro Soares, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Sorocaba e Região (SMetal).

Leandro lembra ainda que a destruição do Brasil é um projeto. “Os empresários, com total apoio do governo, potencializam uma crise que já é grave. Tudo isso com o objetivo de retirar direitos, de criar subempregos e colocar trabalhadores e trabalhadoras numa situação de dependência. Não podemos aceitar isso de braços cruzados, temos que lutar para acabar com essa política de morte, de fome. Nosso povo precisa ser feliz novamente”.

Deixe seu Recado