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29 anos de história

CNM/CUT celebra 29 anos com live sobre a trajetória da entidade

Fundada em 23 de março de 1992, a Confederação Nacional dos Metalúrgicos da CUT está há 29 anos na luta incansável pelos trabalhadores e trabalhadoras brasileiras; transmissão ao vivo marca a data

Terça-feira, 23 de Março de 2021 - 11:11 - Atualizado em 24/03/2021 10:01
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CNM celebra 29 anos de história marcada pelo trabalho árduo em defesa dos trabalhadores e trabalhadorasCNM/CUT
A Confederação Nacional dos Metalúrgicos da CUT (CNM/CUT) comemora, nesta terça-feira, 29 anos de fundação, pautados pela atuação constante na luta pelos trabalhadores brasileiros. Em congresso realizado em 1989, foi fundado o Departamento Nacional dos Metalúrgicos da CUT e três anos depois, em 23 de março de 1992, no segundo congresso da categoria, o Departamento foi transformado na Confederação Nacional dos Metalúrgicos da CUT, como conhecemos hoje.

Nesses 29 anos de trajetória, a Confederação esteve presente em momento crucias não somente pela defesa dos metalúrgicos, mas participando, também, ativamente de articulações políticas que refletiriam no futuro do país por anos.

Para Tiago Almeida do Nascimento, segundo vice-presidente da CNM/CUT, e secretário de administração e finanças do Sindicato dos Metalúrgicos de Sorocaba e Região (SMetal), os 29 anos da entidade são marcados por uma luta que amplificou a voz dos metalúrgicos. "A confederação se preocupou em garantir direitos não somente com organização sindical, mas com muito engajamento político e social, estando presente em importantes discussões, com voz ativa e propostas de mudanças", afirma.

Um exemplo disso é que, em 2001, a CNM foi a primeira entidade a formalmente se engajar na campanha presidencial – fato que contribuiu para a eleição de Luiz Inácio Lula da Silva, um trabalhador, como Presidente da República.

Para além disso, nestas quase três décadas, foram colocadas pautas prioritárias sempre em busca de melhorias para os trabalhadores e trabalhadoras metalúrgicas. Nos congressos, realizados antes da pandemia da covid-19, várias resoluções importantes foram estabelecidas.

Em 2007, a principal luta dos metalúrgicos de todo o país era a conquista do Contrato Coletivo Nacional de Trabalho. O documento tinha como objetivo diminuir as desigualdades econômicas regionais, propondo a redução da jornada de trabalho e a constituição de um piso salarial nacional. Em 2011, a atuação era por mais e melhores empregos, além da defesa do produto nacional e na participação dos fóruns de definição da política industrial brasileira.

Dentre outros pontos que foram amplamente defendidos pela Confederação nesses últimos anos, estão o fortalecimento da organização no local de trabalho, por meio de Comitês Sindicais de Empresas (CSE) e das CIPAS; a reafirmação da pauta do Contrato Coletivo Nacional de Trabalho nas campanhas salariais da categoria e, claro, a luta por garantir a proteção ao emprego.

Nas políticas gerais e permanentes da CNM/CUT, foram definidas diversas ações que garantem a continuidade e a ampliação de ações nas áreas de formação, saúde do trabalhador, igualdade racial, mulher, juventude e políticas sindicais, além de estratégias de política sindical que fortaleçam as entidades da categoria.

"O Sindicato dos Metalúrgicos de Sorocaba tem muito orgulho de estar filiado e integrado à CNM. Essa unidade e construção conjunta traz ganhos políticos, sociais e econômicos para aquele que realmente importa: o trabalhador e a trabalhadora. Que esses 29 anos sejam marcados por luta e muita resistência aos tempos que estão por vir", comenta o presidente do SMetal, Leandro Soares.

Transmissão ao vivo traz convidados especiais

Para marcar a data, a entidade realiza uma live que será transmitida por meio do YouTube e do Facebook. No bate-papo estarão o presidente da CNM/CUT, Paulo Cayres; Flávio Benites, presidente do IG Metall Wolfsburg; Marli Melo do Nascimento, secretária de mulheres na CNM/CUT e o secretário-geral da entidade, Loricardo de Oliveira. O convidado especial para a conversa será o ex-presidente, e presidente de honra da CNM, Luiz Inácio Lula da Silva.

A transmissão ao vivo começa às 19h desta terça-feira, 23, e discutirá sobre trajetória da entidade baseada nos princípios de solidariedade, compromisso, honestidade e defesa da democracia, além de abordar os dilemas deste momento histórico em que o país vivencia a destruição do estado democrático de direito e diversos ataques à classe trabalhadora e sua organização.

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