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Cesta básica: Preço do leite longa vida ficou 73% mais caro em sete meses

Levantamento mostra que, do mês de dezembro de 2021 a julho de 2022, leite, batata, cebola, muçarela e alho foram os alimentos que mais aumentaram; preço da cesta básica pesa no bolso do consumidor

Quinta-feira, 04 de Agosto de 2022 - 14:35
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Leite custava R$3,81 em dezembro de 2021 e, em julho, o consumidor encontra o produto por R$6,62 nas gôndolas dos mercadosPixabay - Banco de Imagens
No mês de julho, um sorocabano gastou ao menos R$ 1.115 para custear os itens que compõem a cesta básica. É o que mostra o levantamento feito pelo Laboratório de Ciências Sociais Aplicadas da Universidade de Sorocaba (Uniso), produzido mensalmente desde dezembro de 2021. Para se ter uma ideia, em sete meses, o leite longa vida ficou 73% mais caro.

Este laticínio, tão importante na vida das famílias que, principalmente, tem crianças pequenas em casa, custava R$3,81 em dezembro de 2021 e, em julho, o consumidor encontra o produto por R$6,62 nas gôndolas dos mercados. Este valor é gerado a partir do comparativo de preços de diversos supermercados, então se trata de um valor médio. Há locais que fazem a venda deste produto ainda mais caro.

Batata (51,12%), cebola (48,98%), muçarela (45,74%) e alho (41,53%) compõem o ranking dos cinco produtos que mais subiram nesses últimos sete meses e que, diretamente, afetam o bolso dos sorocabanos. Por sua vez, os produtos que tiveram a maior queda percentual de preço foram: o frango (-7,16%), a linguiça fresca (-3,39%) e o açúcar refinado (-0,57%).

Para este estudo, o Laboratório de Ciências Aplicadas da Uniso leva em consideração o preço de 34 itens entre produtos alimentícios, de higiene da casa e higiene pessoal.

Variação anual

A variação de preço nos últimos 12 meses para cada um dos 34 itens que compõem a cesta básica sorocabana. Os produtos que apresentaram a maior alta percentual de preço foram: a cebola (104,29%), a batata (95,63%), o café (77,13%), o extrato de tomate (74,67%) e o leite longa vida (64,68%). Por sua vez, os produtos que tiveram a maior queda percentual de preço foram: a farinha de mandioca (-9,81%) e o arroz (-8,94%).

Cesta básica

O valor registrado para a cesta básica de julho chegou ao maior patamar desde que iniciada a pesquisa realizada pela Uniso. Isso significa que um sorocabano gasta 92,05% de um salário mínimo (R$1.212) apenas na compra de itens básicos para o dia a dia.

Se comparado com o mesmo mês no ano passado, ele tem que desembolsar R$ 160,21 a mais para comprar os mesmos produtos, um acréscimo de 16,76%. Em relação ao mês anterior (junho de 2022), houve um crescimento de 2,59% no preço da cesta básica para o consumidor.

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