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Catadores saem em defesa da valorização da coleta seletiva

Quinta-feira, 25 de Junho de 2015 - Atualizado em 27/12/2016 13:58
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Cooperativas, ONGs e lideranças sociais defendem a remuneração dos catadores
Na sexta-feira, dia 19, cerca de 300 catadores da Cooperativa de Reciclagem de Sorocaba (Coreso) e representantes de cooperativas de mais de 40 cidades participaram da "Carrinhada" e da audiência pública pelo Dia do Meio Ambiente, comemorado no último dia 5.

Pela manhã, aconteceu a tradicional "Carrinhada" pelas ruas centrais de Sorocaba. Organizada pelo Ceadec (Centro de Estudos e Apoio ao Desenvolvimento, Emprego e Cidadania), em conjunto com os catadores da Rede Solidária Cata- Vida, a atividade acontece há mais de 13 anos.

Segurando faixas e cartazes, os participantes pediam a valorização da coleta seletiva solidária e a remuneração dos catadores de materiais recicláveis.

Segundo a presidente da Coreso, Patrícia de Sene, o principal objetivo da "Carrinhada" é mostrar a força dos catadores na cidade e reivindicar que o poder público municipal cumpra a Política Nacional de Resíduos Sólidos.

"Hoje fazemos o nosso trabalho sozinhos, sem apoio real da Prefeitura. Na ‘Carrinhada' buscamos reconhecimento, que essa lei seja de fato cumprida e que os catadores possam estar inclusos, buscando sua cidadania", afirmou Patrícia.

Representantes do SMetal também estiveram presentes na atividade. Uma das faixas da entidade dizia: "até o Papa Francisco valoriza a coleta seletiva. Só o prefeito de Sorocaba não", referindo-se à encíclica papal "Laudato si", que defende questões relacionadas ao meio ambiente, inclusive a reciclagem.

Durante audiência, Prefeitura exige que catadores desocupem galpão

No período da tarde, os catadores seguiram para a audiência pública, na Câmara Municipal. Convidada, a Prefeitura de Sorocaba não compareceu à atividade e enviou ofício informando que a Coreso deve desocupar o galpão na Avenida Itavuvu. No local trabalham 23 catadores da zona norte da cidade, realizando triagem de resíduos recicláveis.

Durante a audiência, organizada pelo vereador Izídio de Brito (PT), a presidente da Coreso, Patrícia de Sene, criticou a medida e explicou que, há cerca de dois meses, representantes da Prefeitura teriam se comprometido, em reunião com a Defensoria Pública, a ceder outro espaço antes da desocupação do galpão da Itavuvu.

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Aviso de despejo causou indignação - foto (Foguinho/Imprensa SMetal)

A Prefeitura alega falta de verba para renovação do contrato de aluguel do galpão. A Coreso busca medidas judiciais para reverter a situação. "Enquanto não tivermos outro local, o serviço segue normalmente", afirma Patrícia.

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