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Catadores de recicláveis cobram valorização da coleta seletiva solidária

Sexta-feira, 19 de Junho de 2015 - Atualizado em 27/12/2016 13:57
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A atividade reuniu cerca de 300 pessoas que caminharam pelas ruas da região central de Sorocaba
Aconteceu na manhã desta sexta-feira, dia 19, a tradicional "Carrinhada" dos catadores da Cooperativa de Reciclagem de Sorocaba (Coreso), com a participação de representantes de cooperativas de mais de 40 cidades do Estado de São Paulo.

A atividade reuniu cerca de 300 pessoas que caminharam pelas ruas da região central de Sorocaba com faixas e cartazes pedindo a valorização do trabalho dos catadores de materiais recicláveis. A "Carrinhada", organizada pelo Ceadec (Centro de Estudos e Apoio ao Desenvolvimento, Emprego e Cidadania) em conjunto com os catadores da Rede Solidária Cata-Vida, acontece há 15 anos em Sorocaba.

Segundo a presidente da Coreso, Patrícia de Sene, o principal objetivo da "Carrinhada" é mostrar a força dos catadores na cidade e reivindicar o cumprimento da Política Nacional de Resíduos Sólidos por parte do poder público municipal.

"Hoje fazemos o nosso trabalho sozinhos, sem apoio real da Prefeitura. Na Carrinhada buscamos reconhecimento, que essa lei seja de fato cumprida e que os catadores possam estar inclusos, buscando sua cidadania", afirmou Patrícia.

Ela contou ainda que dentro da Política Nacional o material reciclado é considerado um bem produtor de inclusão social e que cooperativas podem ser contratadas pelo poder público para fazer a coleta seletiva na cidade. "Mas o prefeito de Sorocaba não cumpre a lei porque interpreta da forma que, que é cômoda para ele", criticou.

O procurador de Justiça do Ministério Público do Paraná, Saint-Clair Honorato Santos, explicou que a Política Nacional, criada em 2010, a partir da Lei nº 12.305, determina que os catadores sejam contratados pelas prefeituras e pagos pelos serviços prestados à sociedade.

A presidente do Ceadec, Rita de Cassia Viana, lembrou dos avanços na realização da coleta em Sorocaba, mas concordou que maior o desafio hoje é que o catador seja reconhecido como um prestador de serviço público. "É inadmissível uma cidade com mais de 600 mil habitantes que não tem sequer uma política municipal que trate a questão dos resíduos", lamentou.

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