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Campanha Salarial: Grupo 2 quer parcelar reajuste em três vezes

Apesar da perspectiva da indústria ser de crescimento, até o momento, sindicatos patronais se negam a conceder reajuste salarial coerente; Grupo 2 abrange empresas como Clarios, Metso e CNH

Quarta-feira, 15 de Setembro de 2021 - 09:40 - Atualizado em 15/09/2021 10:26
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Grupo 2 abrange empresas dos segmentos de máquinas/equipamentos elétricos e eletroeletrônicos como Clarios e MetsoProdução: Let's Films
Seguindo com uma abordagem que o Sindicato dos Metalúrgicos de Sorocaba e Região (SMetal) já havia previsto, os sindicatos patronais que pertencem ao Grupo 2 querem conceder o reajuste salarial dos trabalhadores abrangidos pelo grupo em três parcelas. A proposta, que corrige apenas o déficit inflacionário, de 10,42%, e não representa aumento real, foi apresentada nesta semana.

Os patrões do G2, que contempla os segmentos de máquinas/equipamentos elétricos e eletroeletrônicos, sugerem pagar uma primeira parcela até o dia 1 de setembro, com 3,47% de reajuste. A segunda e a terceira seriam pagas, respectivamente, em janeiro e abril de 2022, sendo 3,47% no dia 1 de janeiro e 3,48% no dia 01 de abril. O Sindicato dos Metalúrgicos de Sorocaba e Região (SMetal) não está de acordo com essa proposta e segue as negociações para reverter esse cenário. 

Fazem parte do Grupo 2 empresas como a Clarios, Metso, CNH, JCB, Flextronics, Heller/Index, Baterias Moura, ABB, Emerson, entre outras 13 empresas que empregam 36% dos trabalhadores metalúrgicos da base do SMetal.

Para o dirigente sindical do SMetal e secretário de finanças da  Federação Estadual dos Metalúrgicos da CUT (FEM/CUT-SP), Adilson Faustino, essa é uma proposta que não dialoga com as necessidades da categoria. "O custo de vida fica cada vez mais caro, os trabalhadores e trabalhadoras estão com o poder de compra desvalorizado. Enquanto isso, os empresário têm bons resultado e, por isso, é preciso cobrar um reajuste coerente com essa situação", diz.

Ele aponta também que os patrões parecem não importar com a classe trabalhadora. "Recentemente,  vimos empresários distribuindo dinheiro vivo para quem estava à caminho da vergonhasa manifestação antidemocrática de 7 de setembro. Ou seja, dinheiro para financiar uma tentativa de golpe eles têm, mas para pagar o que justo para os trabalhadores reclamam. Isso é inaceitável, é uma afronta ao nosso valor", enfatiza Carpinha. 

Empresário otimista

Na outra ponta da mesa, os empresários da indústria seguem otimistas. Segundo dados do Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI), divulgados pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), os empresário do setor seguem, pelo 14º consecutivo, confiantes.  

Como já noticiado pelo Sindicato, essa confiança representa lucratividade. “Se os patrões estão confiantes, por que hesitam em conceder um reajuste coerente para aqueles que maximizam seu lucro e tudo produzem dentro de uma fábrica? Essa é a hora da gente cobrar o que cabe ao trabalhador e a trabalhadora nesse processo! Não podemos aceitar um reajuste que tampouco cobre os gastos com o custo de vida”, defende Leandro Soares, presidente do SMetal. 

Para Carpinha, os patrões não devem duvidar da unidade dos companheiros e companheiras dentro das fábricas.

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