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Brasil ultrapassa 11 mil mortes por coronavírus

Segundo o balanço deste domingo, dia 10, em 24 horas, foram 496 óbitos, com 6.760 novos casos registrados; Brasil chegou a 11.123 mortes. Centrais sindicais defendem lockdown na cidade de São Paulo

Segunda-feira, 11 de Maio de 2020 - 09:07 - Atualizado em 11/05/2020 09:21
Rede Brasil Atual

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Doença provocada pelo novo coronavírus segue sua curva epidemiológica ascendente, e o Brasil caminha para o pico da doençaGovesp
De acordo com dados do Ministério da Saúde divulgados neste domingo (10), o Brasil chegou a 11.123 mortes pelo novo coronavírus. Nas últimas 24 horas, foram 496 óbitos, com 6.760 novos casos registrados. No total, são 162.699 diagnósticos positivos de Covid-19.

A taxa de letalidade em decorrência da covid-19 é de 6,8%. Diante do silêncio do presidente Jair Bolsonaro em relação aos novos números, coube ao ministro da Saúde Nelson Teich lamentar os óbitos. “Hoje é um dia marcado por sentimentos muito distintos: o sentimento especial de dia das mães e o sentimento que reflete o sofrimento e a triste das mais de 10 mil mortes causadas pela Covid-19”, disse Teich em um vídeo postado nas suas redes sociais.

O estado de São Paulo segue como o que tem mais casos diagnosticados, com 45.444 confirmações e 3.709 mortes. Em seguida vem o Rio de Janeiro, com 17.062 casos e 1.714 óbitos, e o Ceará, com 16.692 casos e 1.114 mortes.

Centrais sindicais pedem bloqueio total em São Paulo

Em nota divulgada neste domingo, centrais sindicais contestaram o megarrodízio anunciado pela prefeitura de São Paulo, que passa a valer nesta segunda-feira (11). Segundo as entidades, a medida pode ter efeito contrário ao pretendido e aumentar ainda mais o contágio pelo coronavírus.

“A restrição ao uso de veículos irá sobrecarregar o transporte público, especialmente metrô, ônibus e trens, prejudicando motoristas e cobradores, além dos trabalhadores em serviços essenciais que precisam se deslocar ao trabalho”, dizem as centrais, que “defendem o lockdown (bloqueio total, que é restrição de circular em áreas públicas sem motivos emergenciais) no município”, solicitando que o prefeito Bruno Covas receba os representantes do fórum das centrais.

“Defendemos que o planejamento do tráfego nas cidades ou de qualquer outra medida que envolva saúde dos trabalhadores e da população deva ser feito com a participação dos representantes da classe trabalhadora, do setor patronal e de especialistas, para definir estratégias adequadas à situação.”

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