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Combate à Fome

Banco de Alimentos busca parcerias para ampliar atendimento

Entidade garante comida na mesa de mais de 9 mil pessoas, sendo 7 mil e Sorocaba e 2 mil na região.

Quarta-feira, 18 de Setembro de 2019 - 16:46 - Atualizado em 19/09/2019 11:55
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O café da manhã promovido pelo Banco de Alimentos de Sorocaba aconteceu nesta quarta, 18, e contou com a presença de representantes de vários sindicatos da cidade e da região Foguinho/Imprensa SMetal
O Banco de Alimentos de Sorocaba promoveu um café da manhã para apresentar a estrutura e falar de projetos. O encontro aconteceu na sede da entidade nesta quarta-feira, dia 18, e contou com a presença de representantes de vários sindicatos da cidade e da região.

O secretário de organização do Sindicato dos Metalúrgicos de Sorocaba e Região (SMetal), Izídio de Brito, que já presidiu o Banco de Alimentos, representou atual presidente, Tiago Almeida do Nascimento.

O dirigente sindical falou da criação da ONG, que aconteceu em 2005 para diminuir o desperdício de alimentos e combater a fome da cidade e na região. “Com o governo Lula, tínhamos a missão de sair do Mapa da Fome e, com o Fome Zero, o Banco de Alimentos veio para garantir que os alimentos não fossem desperdiçados e chegassem à mesa daqueles que mais precisavam”, explica Izídio.

De acordo com Kátia Leite, administradora do local, os investimentos em políticas públicas de combate à fome de Lula e Dilma criaram uma rede de fortalecimento, com programa como Programa de Aquisição de Alimentos (PAA). “Com o PAA, tínhamos verba para garantir alimento para as pessoas comprando de pequenos produtores rurais de Sorocaba e região. Mas infelizmente, depois do golpe, esse investimento praticamente zerou”.

Meire Ellen Rodrigues, assistente social da ONG, conta que o Banco de Alimentos busca a ir além de simplesmente fornecer alimentos. “Temos o compromisso de transformar a vida das pessoas. E, nesses anos todos, vimos isso acontecer inúmeras vezes”.

Mapa da fome e parcerias

Com a descontinuidade de programas de combate à fome, após a queda da presidenta Dilma, o Brasil voltou ao Mapa da Fome das Nações Unidas. Para Izídio, é preciso haver união para mudar essa realidade novamente. “Vimos que é possível, com as políticas públicas certas, tirar as pessoas da miséria. E agora, mais do que nunca, temos que lutar para isso. Principalmente quando temos um número elevado de desempregados. É papel dos sindicatos também pensar nessas pessoas e garantir que elas tenham o que comer”.

Segundo Meire Ellen, o Banco de Alimentos só continua a existir se houver a parceria com outras entidades. “Hoje o Sindicato dos Metalúrgicos é nosso principal parceiro, mas precisamos de ampliação para atender cada vez mais e melhor”. A entidade também tem parceria com a Ceagesp, sete hipermercados, duas indústrias de alimentos, comércios varejistas e produtores da região.

O Banco de Alimentos atende aproximadamente 9 mil pessoas, sendo 7 mil e Sorocaba e 2 mil na região. 80 entidades são cadastradas pela ONG para receber os alimentos em Sorocaba, Votorantim, Piedade, Mairinque, Salto de Pirapora, Alumínio e Araçoiaba da Serra.

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