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Avançam debates com as bancadas do G10 e G8

Apesar de tardio, o primeiro encontro com o G10 teve avaliação positiva. Representantes da FEM-CUT buscam entendimento sem perda de direitos

Quarta-feira, 05 de Setembro de 2018 - 10:11 - Atualizado em 06/09/2018 11:05
Imprensa Sindicato dos Metalúrgicos do ABC

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Apesar de tardio, o primeiro encontro com o G10 teve avaliação positiva. Representantes da FEM-CUT buscam entendimento sem perda de direitosMarina Selerges/FEM/CUT
Na manhã da última sexta-feira, 31, a Federação Estadual dos Metalúrgicos da CUT FEM-CUT, se reuniu pela primeira vez nesta Campanha Salarial com os representantes do Grupo 10, composto por empresas que não são organizadas em sindicatos patronais. A bancada é liderada pelo Departamento de Relações Sindicais da Fiesp, o DESIN.

O Grupo, que fechou o último acordo com a FEM-CUT em 2015, é conhecido por atrasar e dificultar as negociações com os trabalhadores. Os patrões receberam a pauta na primeira quinzena de julho, mas só aceitaram se reunir com os dirigentes da Federação um dia antes da data-base.

Apesar do encontro tardio, a avaliação do presidente da Federação, Luiz Carlos da Silva Dias, Luizão, é positiva. “O grupo demonstrou interesse em chegar a um acordo para a assinatura da Convenção Coletiva de Trabalho, e nós vamos continuar monitorando os passos do G10. Não ter a Convenção assinada é muito arriscado, então vale a pena insistir. A FEM-CUT sempre está aberta ao diálogo, mas se for necessário tomar outras providências, nós tomaremos”.

Ontem os representantes da Federação se reuniram com a bancada patronal do Grupo 8-3, composto por Sinafer (ferros, metais e ferramentas), Sianfesp (artefatos de metais não ferrosos) e Simefre (equipamentos ferroviários e rodoviários), na sede do Sinafer, em São Paulo.

O secretário-geral da Federação, Adilson Faustino, o Carpinha, que conduziu as negociações, contou que as ameaças diminuíram e o debate avançou. “Estamos buscando chegar a um entendimento possível sobre a redação das convenções sem que haja perda de direitos. A expectativa é que a partir da próxima semana os sindicatos da Federação já comecem a apontar as questões econômicas”.

Conforme recado dado pelo presidente da FEM-CUT durante a reunião da Diretoria Plena no último dia 30, todos os grupos têm um entendimento firmado de que enquanto persistirem as negociações nenhum direito será retirado do trabalhador.

“Mas isso ainda não significa uma garantia, para ter a garantia é necessário chegar a uma Convenção Coletiva de Trabalho e para isso a unidade da categoria é fundamental”.

Hoje os representantes da FEM-CUT se reúnem com a bancada do G3, na sede do Sindipeças em Santo Amaro.

O tema da Campanha Salarial este ano é um chamado a toda categoria: ‘Se você acha que o Sindicato pode fazer mais, faça com a gente’. Os eixos são: Convenção Coletiva é direito, Participação é democracia, Salário é emprego e Reposição integral da inflação e aumento real.

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