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Assembleias na Heller, Index e Jaraguá destacam a importância da mobilização

Direção dos Sindicato dos Metalúrgicos de Sorocaba e Região se reuniu com os trabalhadores das três empresas na manhã desta quarta-feira, 14, para esclarecer o andamento da Campanha Salarial 2022

Quarta-feira, 14 de Setembro de 2022 - 11:17 - Atualizado em 14/09/2022 11:50
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9-SETEMBRO
Na manhã desta quarta-feira, 14, a direção do Sindicato dos Metalúrgicos de Sorocaba e Região (SMetal) realizou assembleias de mobilização da Campanha Salarial 2022 em mais duas empresas: Heller, Index e Jaraguá.

As assembleias foram comandadas pelo diretor executivo do SMetal Antonio Welber Filho (Bizu). Ele destacou, na conversa com os trabalhadores, as perdas que a categoria teve nos últimos 12 meses, que atingiu 8,83%.

“Mais uma vez tivemos deflação, que foi puxada por medidas eleitoreiras de governo federal em relação aos preços dos combustíveis. Mas isso tem prazo para acabar e ainda não chegou, de fato, no bolso dos trabalhadores, que continuam pagando muito caro por tudo, especialmente os alimentos”.

Bizu esclareceu que a inflação tem elevado o custo dos mantimentos e a cesta básica sorocabana consome quase 90% de um salário mínimo. “Os preços subiram muito nos últimos meses e essa deflação pouco alivia o peso no bolso dos trabalhadores. Nós queremos que a inflação não seja alta, mas a realidade é que continua muito caro colocar comida na mesa da nossa família e só com reajuste digno podemos reverter essa situação”.

Ele destacou que a bancada patronal do Grupo 2, da qual fazem parte as empresas Heller, Index e Jaraguá, quer parcelar o reajuste salarial dos trabalhadores. “A proposta dos empresários é pagar 60% desse reajuste retroativo a setembro e o restante, ou seja, 40% apenas em janeiro de 2023. Com isso, o trabalhador perde muito, pois vai continuar com o salário defasado em relação a inflação”.

Outro ponto enfatizado pela sindicalista é a importância da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT). “Apenas com a CCT podemos garantir importantes direitos, que vão desde a segurança e a saúde no trabalho até a nossa aposentadoria, entre outros muitos pontos que nos protegem no dia a dia. É urgente e fundamental renovar a avançar na CCT do Grupo 2”.

Por fim, Bizu apontou que a mobilização dos metalúrgicos é fundamental para garantir conquistas. “Sempre lembramos que nada é sem luta. Não existe lei que determine que os patrões reajustem os salários, isso é resultado da dedicação e força da FEM-CUT/SP e do Sindicato, que não mede esforços para buscar a valorização da categoria. Para isso, contamos com a união de todos para mostrar a nossa força e chegarmos a mais uma Campanha Salarial vitoriosa”. 

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