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Assembleia nesta sexta-feira define rumos da Campanha Salarial

Nesta sexta-feira, dia 5, às 19h, tem assembleia geral para definir os próximos passos da Campanha Salarial 2018, no SMetal em Sorocaba. Saiba como andam as negociações da FEM e as bancadas patronais.

Quarta-feira, 03 de Outubro de 2018 - 10:16 - Atualizado em 08/10/2018 12:29
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A participação de todos os trabalhadores e trabalhadores é imprescindível para fortalecer a luta por direitos e aumento realDivulgação
O Sindicato dos Metalúrgicos de Sorocaba e Região (SMetal) convoca todos os trabalhadores e trabalhadoras da categoria, associado ou não, para assembleia nesta sexta-feira, dia 5, para definir os rumos da Campanha Salarial 2018. A primeira chamada está prevista para as 19h e a segunda às 19h30.

“As negociações da Campanha Salarial pela FEM começaram em março deste ano mas quando chega no fechamento do processo, algumas bancadas querem voltar no entendimento em relação às cláusulas sociais”, explicar o secretário geral da Federação Estadual dos Metalúrgicos (FEM/CUT-SP), Adilson Faustino (Carpinha).

Sobre as cláusulas econômicas, de acordo com ele, nem a reposição da inflação está garantida. “Para garantir um reajuste salarial justo teremos que lutar. Nem a reposição da inflação no salário é dada, tem que ser conquistada”, enfatiza.

Para o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Sorocaba e Região (SMetal), Leandro Soares, o envolvimento político da Fiesp prejudica a Campanha Salarial na exclusão de direitos. “Reforma trabalhista, fim da ultratividade, todos esses ataques ocorreram graças ao lobby empresarial. Com o golpe, eles acham que os
trabalhadores perderam a capacidade de lutar”, explica.

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Na Apex, os trabalhadores aprovaram comunicado de greve caso não haja proposta com aumento real e manutenção dos direitos da CCTFoguinho/Imprensa SMetal
Aumento real e direitos

Em assembleia de Campanha Salarial realizada na Apex Tool nesta terça-feira, dia 2, os trabalhadores aprovaram comunicado de greve, caso não haja proposta com aumento real e manutenção dos direitos da Convenção Coletiva. “É importante o aumento real e manter as cláusulas sociais frente aos ataques da Reforma Trabalhista”, afirma o presidente do SMetal, Leandro Soares.

Como andam as negociações da Campanha

Grupo 3 (autopeças, peças, parafusos e forjarias) é a bancada patronal que está com as negociações mais avançadas. A redação da Convenção Coletiva está quase concluída, com validade de dois anos. O índice de reajuste até agora chegou apenas ao da inflação,
de 3,64%.

Grupo 2 (máquinas, equipamentos elétricos e eletroeletrônicos) tem dificultado as negociações da Convenção Coletiva devido à cláusula de estabilidade ao trabalhador com doença ocupacional. O índice de reajuste até agora também chegou ao da inflação, de 3,64%.

Sindicel (condutores elétricos, trefilação e laminação de metais não ferrosos), Grupo 8-2 (trefilação, laminação de metais ferrosos, esquadrias e construções metálicas) e Estamparia estão em negociações as cláusulas sociais e, na questão econômica, também ofereceu apenas a inflação, de 3,64%.

Grupo 8-3 (ferros, metais, ferramentas, artefatos de metais não ferrosos, equipamentos ferroviários e rodoviários); Grupo 10 (lâmpadas; equipamentos odontológicos; mecânica; material bélico; entre outros); e Fundição estão com as negociações sociais travadas e não apresentaram proposta de reajuste salarial.

 

Período eleitoral e as ameaças ao 13º salário e férias

A participação ativa da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP) nas eleições deste ano e o lobby de candidatos financiados pelo grande empresariado, têm travado as negociações com as bancadas dos trabalhadores em diversas categorias. Além de defender a manutenção da Reforma Trabalhista e o retorno da tramitação do fim da aposentadoria, há candidatos, inclusive, que estão atacando direitos trabalhistas consolidados no país.

Um exemplo foi a declaração general da reserva Hamilton Mourão, vice na chapa de Jair Bolsonaro (PSL), que classificou o direito ao 13º salário como “uma mochila nas costas de todo o empresário”, em palestra no Clube dos Dirigentes Lojistas de Uruguaiana, no interior do Rio Grande do Sul. Na mesma palestra, Mourão criticou outra “jabuticaba”, o direito ao adicional de férias.

“Interessante que ninguém fala da importância da taxação de grandes fortunas, de uma reforma tributária mais justa, que onere menos o trabalhador. Toda e qualquer proposta que vem desses candidatos beneficiam os ricos e atacam a classe trabalhadora. Chega de retrocessos!”, critica o secretário de administração e finanças do SMetal, Tiago Almeida do Nascimento.

 

Em São Carlos, metalúrgicos aprovam aviso de greve

Em assembleia geral realizada no último domingo, dia 30, os trabalhadores da base do Sindicato dos Metalúrgicos de São Carlos aprovaram aviso de greve e estado permanente de luta e mobilização. De acordo com Erick Silva, presidente da entidade, os metalúrgicos definiram que, se os patrões  não apresentarem propostas de aumento real à Federação é greve.

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