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Assembleia na Carmar destaca papel da Cipa para evitar acidentes

“Se existe a possibilidade, por mais remota que seja, de ocorrer um acidente de trabalho, ele tem que ser evitado”, afirmou o Secretário de administração e finanças do SMetal, Tiago Almeida do Nascimento.

Quinta-feira, 08 de Março de 2018 - 17:22 - Atualizado em 08/03/2018 18:00
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Durante a assembleia os dirigentes informaram que o Ministério do Trabalho solicitou mudanças no equipamento onde ocorreu o acidente fatalFoguinho/Imprensa SMetal
"Cada um que está aqui está para cumprir um contrato de trabalho, mas não consta no contrato deixar a vida no trabalho. Nem sofrer mutilação, pressão, humilhação. Não podemos tolerar que abusos aconteçam. Não podemos tolerar que um jovem de 19 anos tenha a vida interrompida por acidente de trabalho".

Esse foi o tom da assembleia conduzida pelo secretário de administração e finanças do SMetal, Tiago Almeida do Nascimento, que é soldador de ofício, na tarde desta quinta-feira, dia 8, em frente à fábrica Carmar.

Ele pontuou que o acidente de trabalho não é culpa do trabalhador. “Um furacão, um terremoto pode ser considerado uma fatalidade, um acidente de trabalho não”, destacou.

A assembleia também serviu para cobrar o papel e o compromisso do cipeiro, lembrando que há um exército de lesionados que estão incapazes porque trabalharam acima da capacidade humana, com um ritmo intenso de produção ou por alguma irregularidade que deixou de ser fiscalizada.

“Quando falece o 345 contratam o 346. É assim, como números, que somos tratados em qualquer segmento de trabalho. Nada nos pertence, a não ser nossa capacidade de trabalhar, que devemos preservá-la ao máximo”, exclamou.

Por isso, foi mencionado que o cipeiro precisa estar comprometido em cuidar do outro no posto de trabalho, em prevenir os acidentes e não preocupados com a estabilidade.  “Tem que ter disposição para lutar pelo coletivo. Se houver alguma dúvida pode procurar o sindicato, damos cursos sobre o que é Cipa, sobre a função de cipeiro”.

De acordo com pesquisa divulgada, neste mês, ao menos um trabalhador brasileiro morreu a cada quatro horas e meia vítima de acidente de trabalho, em 2017. Esse dado é do Observatório Digital de Saúde e Segurança do Trabalho, desenvolvido pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) e pela Organização Internacional do Trabalho (OIT).

 

Denúncias

Além de Tiago, o diretor Alessandro Marcelo também ressaltou que o Sindicato está à disposição dos trabalhadores e de que a luta é constante, seja em qualquer fábrica. “Se houver alguma irregularidade ou algum problema ocorrendo precisa ser denunciado. Pode ir na sede do Sindicato, ligar, mandar e-mail ou usar o canal de denúncia do site”.

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