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Ao menos 46% dos reajustes salariais de abril ficaram abaixo da inflação

Estudo do Dieese mostra que, em média, essas categorias tiveram reajustes 17% menor do que o INPC; desafio será grande para os metalúrgicos e metalúrgicas

Sexta-feira, 27 de Maio de 2022 - 16:20
Imprensa SMetal com informações Portal CUT

,  Marcello Casal JrAgência Brasil
Das 163 categorias pesquisadas com data-base em abril, somente 8% alcançaram resultados acima do INPC Marcello Casal JrAgência Brasil
A luta por melhores salários que pelo menos representem reposição do índice da inflação tem sido árdua para os trabalhadores e trabalhadoras do país, que observam o seu poder de compra cada vez mais corroído com a crise econômica.

De acordo com dados do Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese), o percentual de reajustes abaixo da in?ação ficou em 46% do total, em abril. O estudo “De olho nas negociações” da entidade mostra que, em média, essas categorias tiveram reajustes 17% menor do que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), valor necessário para a recomposição plena dos salários.

Das 163 categorias pesquisadas com data-base neste mês, somente 8% alcançaram resultados acima do INPC, do Instituto Brasileiro de Geogra?a e Estatística (IBGE), e 46% obtiveram reajustes iguais a este índice.

Setembro está chegando

O Sindicato dos Metalúrgicos de Sorocaba e Região (SMetal) acompanha os números mensalmente, como uma forma de projetar o cenário que aguarda a categoria metalúrgica em setembro de 2022 – data-base dos trabalhadores e trabalhadoras do segmento. Em apenas oitos meses, o salário dos metalúrgicos já foi desvalorizado em 8,66%, considerando o período de setembro de 2021 até abril deste ano.

Leandro Soares, presidente da entidade, avalia que serão dias de desafio para os companheiros. Na concepção do líder metalúrgico, com a inflação fora de controle, a tendência é que a data-base passe novamente dos 10%, como foi no ano passado (10,42%).

Ele pontua que o custo de vida pesa no bolso da classe trabalhadora. “Atualmente, a gasolina chega a custar mais de R$ 7, o gás de cozinha pode custar até R$ 120 e 34 itens simples de alimentação, higiene e alimentação valem R$ 1.083,34 em Sorocaba. O metalúrgico precisa repor as perdas da inflação e, para isso, enfrentaremos duras negociações em 2022”, prevê.

“Em 2021, enfrentamos as tentativas dos patrões de pagar o reajuste abaixo da inflação e parcelado em até três vezes, em alguns casos. Nós não aceitamos e pressionamos. Neste ano, os companheiros podem ter a certeza que o Sindicato estará mais uma vez empenhado na defesa de um reajuste salarial digno”, completa.

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