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Palavra da Diretoria

A volta da Case

Como diz o ditado: filho feio morre órfão; bonito não fica sem pai

Quarta-feira, 10 de Fevereiro de 2010 - Atualizado em 27/12/2016 11:52
Folha Metalúrgica

Os representantes do tucanato sorocabano e o governador do estado, José Serra, estão felizes com a reinauguração da Case, em Sorocaba, no próximo mês de março. Na verdade não são apenas eles os felizes com a volta da empresa. Todos os sorocabanos de bom juízo também estão contentes com mais esse investimento, que pode superar a casa de R$ 1 bilhão e gerar até 8 mil empregos diretos e indiretos.

E os tucanos têm razão mesmo de ficarem mais felizes que os outros. Afinal, foram eles os responsáveis pela saída da empresa da cidade em 2001.

Foi a desastrosa gestão neoliberal tucana - local, estadual e nacional - que criou e fomentou a guerra fiscal, que tantos prejuízos causou a milhões de brasileiros em todo o país. A Case, que em 2001 mandou parte da planta para Belo Horizonte (MG) e outra para Curitiba (PR), deixou mais de 600 sorocabanos desempregados quando fechou as portas.

Não se vê outro motivo, senão a volta de algo que deixaram escorrer pelos dedos, para a felicidade tucana. Esses administradores não podem, em hipótese alguma, comemorar a volta da Case por outro motivo. A comemoração tucana deve se limitar a um: ufa! ainda bem que eles voltaram.

O retorno da Case a Sorocaba está ligado, de fato, ao momento histórico pelo qual passa o país e pelas instalações paradas que ela tinha aqui. Foi essa comodidade e as políticas de recuperação do Brasil implantadas pelo governo Lula que fizeram com que a empresa voltasse a crescer e a escolher Sorocaba, onde esteve por mais de 20 anos.

O anúncio do investimento de R$ 1 bilhão em Sorocaba, dos R$ 6 bilhões que o grupo Fiat Allis, dono da Case, deverá investir até 2012 no Brasil foi feito por Sérgio Marchionne ao presidente Lula, em Brasília, em novembro de 2007.

O retorno da Case, portanto, não é uma vitória tucana como querem os representantes locais e estaduais. A reabertura dessa fábrica passa por decisões maiores. Passa pela credibilidade econômica e moral que o Brasil começou a ter depois que Lula assumiu o Presidência e passou a governar para todos os brasileiros, não para um modelo econômico, o neoliberalismo, como fizeram os mandatários tucanos.

À época, quando a Case anunciava a saída, o então prefeito Renato Amary dizia que não podia fazer nada porque era uma decisão mundial. Agora, como é chegada de investimento, o prefeito Vitor Lippi e o governador José Serra disputam as benesses e tentam tirar o mérito de Lula. Como diz o ditado: filho feio morre órfão; bonito não fica sem pai.

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