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Editorial

A favor de um Brasil justo

Quarta-feira, 16 de Março de 2016 - 11:13 - Atualizado em 27/12/2016 14:35
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É preciso deixar claro que somos contra a manipulação da opinião pública e contra a orquestração do golpe jurídico-midiático que está sendo articulado contra as garantias individuais e contra o Estado Democrático de Direito.

A classe trabalhadora lutou muito para conquistar a democracia, após duas décadas de ditadura civil-militar.

Poder andar livremente, manifestar-se nas ruas, discutir projetos políticos, participar de associações de bairros e de movimentos estudantis e sindicais sem ser preso, são conquistas dos trabalhadores que suaram e sangraram combatendo um estado de repressão.

Por isso, não é admissível que, hoje em dia, policiais entrem em instituições democráticas, sem mandado algum, numa tentativa de intimidar militantes e dirigentes, como aconteceu em Diadema, na sexta-feira, dia 11, no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC.

Assim como também não admitimos a ação da Polícia Federal no Instituto Lula que levou dados para criação de emails, sem mandado. Da mesma forma como repudiamos a ação da PF, a pedido do juiz Sérgio Moro, na condução coercitiva de Lula, que passou por cima da Constituição.

Esses tipos de ações são ataques diretos às garantias e direitos de todos os cidadãos brasileiros. Não se trata apenas de uma perseguição a um partido político.

Por isso, batemos tanto na tecla de que há um golpe sendo orquestrado. Sabe aquela manifestação que lotou as ruas do país, no domingo, dia 13? Não há nada de errado em levantar a bandeira contra a corrupção. Somos contra a corrupção e é por isso que nossos movimentos e entidades progressistas propõem a reforma política já.

Os próprios dados revelados pela pesquisa DataFolha mostram que 48% dos manifestantes no domingo tinham renda superior a R$ 7,9 mil. Quais são as propostas dessa elite para o Brasil? Viralizou a foto do empresário com a esposa, os bebês e a babá. Eles estavam nessa manifestação, na qual quase 80% eram brancos.

Outro dado preocupante, conforme revela um levantamento coordenado pela socióloga Esther Solano, da Unifesp, e pelo filósofo Pablo Ortellado, da USP: Geraldo Alckmin, governador de São Paulo, é o político em que os manifestantes mais confiam (29,1%), seguido pelos senadores José Serra (23,8%) e Aécio Neves (22,6%), e pelo deputado Jair Bolsonaro (19,4%).

Olha a relação disso com a mídia golpista: Alckmin e Serra são investigados há dois anos pelo trensalão tucano, em São Paulo. Inclusive, o procurador geral do Ministério Público da Suíça, Michael Lauber, estará no Brasil, nesta semana com o objetivo de estabelecer uma maior cooperação nas investigações referentes ao caso da Alstom e sobre o cartel de trens. Sem contar a crise da água, a falta de merenda nas escolas, entre outros absurdos de desvios de dinheiro público que não recebem atenção da mídia.

Aécio Neves é o recordista das delações premiadas, rumo ao hexa. Mas, o sistema judiciário brasileiro e a mídia golpista preferem desviar a atenção. Eles têm um lado. Nós temos o nosso e é o da classe trabalhadora! É por nossos direitos que participaremos da mobilização nesta sexta-feira, dia 18!

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