SMetal

Imprensa

TRABALHADORES X PATRÕES

A dinâmica da luta de classes

As intenções dos sindicatos patronais são as mesmas do governo golpista de Michel Temer (PMDB). Eles estão alinhados na retirada dos direitos trabalhistas

Quarta-feira, 10 de Agosto de 2016 - 15:06 - Atualizado em 27/12/2016 15:06
Imprensa SMetal

,
Fachada da Fiesp, em São Paulo.
A campanha salarial dos metalúrgicos tem data-base em 1º de setembro e a Federação Estadual da categoria (FEM-CUT/SP) está em intensa negociação com os setores patronais para que a pauta dos trabalhadores seja conquistada.

As primeiras rodadas de negociação tiveram início com os representantes de Fundição, Sindipeças, Parafusos e forjaria, Grupo 8 e Estamparia.

O presidente da FEM-CUT/SP, Luiz Carlos da Silva Dias, Luizão, afirma que o setor patronal insiste na defesa da terceirização. Os representantes da Estamparia, por exemplo, propuseram o fracionamento de férias em três vezes e a retirada dos diretos dos trabalhadores acidentados. "E ainda disseram que não é possível discutir aumento de salário em época de crise", mas Luizão alerta que o movimento sindical não aceitará essas propostas de retrocessos.

Apesar do governo golpista de Michel Temer (PMDB) falar a mesma língua dos setores patronais, com mobilização e união da categoria há possibilidades de avanços. Uma das conquistas dessas primeiras rodadas é o retorno do Sindipeças ao Grupo 3.

OS PRINCIPAIS EIXOS DA CAMPANHA DESTE ANO SÃO:

. Não à terceirização e à perda de direitos;
. Estabilidade e geração de empregos;
. Reposição integral da inflação mais aumento real;
. Valorização dos pisos;
. Jornada semanal de 40 horas.

Deixe seu Recado