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40% são informais e 45 milhões de pessoas estão no trabalho forçado

Sexta-feira, 07 de Outubro de 2016 - 17:27 - Atualizado em 27/12/2016 15:19
SMABC

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Segundo Sharan Burrow, a situação do mundo do trabalho tem se agravado pelo fechamento dos espaços democráticos
Na quarta-feira, dia 5, durante o 2º Congresso da IndustriALL, Global Union, a federação internacional dos trabalhadores na indústria, no Rio de Janeiro, o diretor-geral da Organização Internacional do Trabalho, a OIT, Guy Ryder, e a secretária-geral da Confederação Sindical Internacional, a CSI, Sharan Burrow, denunciaram a precarização do trabalho em todo o mundo. Segundo Sharan Burrow, a situação do mundo do trabalho tem se agravado pelo fechamento dos espaços democráticos.

"Quase metade dos estados no mundo estão enfrentando o controle da liberdade, 40% dos trabalhadores vivem na informalidade e mais de 45 milhões estão em trabalhos forçados", afirmou. Para a dirigente, a opressão em países como a Turquia, Egito, Coréia do Sul e Brasil e o ataque aos direitos fundamentais tem sido relevantes para aumentar a situação precária de trabalho. A secretária-geral da CSI também denunciou o golpe. "O modelo global econômico está esfacelado", sentenciou.

Para o diretor-geral da OIT, o 2º Congresso não poderia estar sendo realizado em circunstâncias mais dramáticas. "A crise econômica significa um possível desemprego em massa e os jovens serão as primeiras vítimas", afirmou Guy Ryder. Ele defendeu o emprego na indústria para conter o empobrecimento da classe trabalhadora. "Os postos de trabalho industrial geram mais empregos em outros setores e estão mais propensos a serem mais dignos.

Por isso, a IndustriAll realiza campanhas pelo emprego industrial sustentável em todo o mundo", concluiu. As organizações internacionais apresentaram também as ações contra empresas como a Samarco e a anglo-australiana Rio Tinto, responsáveis pelo desastre ambiental em Mariana.

CNM-CUT apresenta Programa de Formação para trabalhadoras em Moçambique

A secretária de Formação da Confederação Nacional dos Metalúrgicos da CUT, a CNM-CUT, Michelle Marques, falou ontem no plenário do 2° Congresso da IndustriALL sobre a importância do Programa de Formação para mulheres metalúrgicas de Moçambique em conjunto com a IndustriALL e a canadense Unifor. "Há 10 anos a Unifor formou mulheres lideranças no Brasil e reproduzimos o que aprendemos com o projeto na África", explicou.

"É uma corrente que liga os trabalhadores e é o que o movimento sindical tem que continuar fazendo: ir além das fronteiras dos países e melhorar a vida de todos", concluiu. A moçambicana Marta Novela dividiu a intervenção com Michelle e agradeceu o apoio à luta das mulheres no país africano.

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