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2º Congresso da Futac reúne lideranças de diversos países

O evento ocorre até este sábado, dia 28, no Grand Hotel Royal

Sexta-feira, 27 de Setembro de 2019 - 09:22 - Atualizado em 27/09/2019 09:46
Assessoria CNTLL

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Lideranças da América Latina e Caribe estão reunidas em Sorocaba para o 2º Congresso RegionalDivulgação
Começou nesta quinta-feira, 26, em Sorocaba, o 2º Congresso Regional da América da Federação Unitária de Transportes da América Latina e o Caribe (FUTAC). Participam do evento 40 delegações internacionais e cerca de 150 dirigentes de sindicatos dos trabalhadores em transportes de países como Brasil, Argentina, Paraguai, Uruguai, Chile, Bolívia, Peru, Colômbia, Venezuela e Equador, Cuba e Espanha.

Na abertura do Congresso, organizado pela CNTTL, lideranças do ramo dos transportes latino-americano e brasileiro
compartilharam os cenários nefastos das políticas dos governos de ultradireita e os seus impactos na organização dos
trabalhadores.

O presidente da CNTTL, Paulo João Estausia, o Paulinho, abriu os trabalhos do Congresso, enaltecendo que o evento
internacional acontece em momento essencial em que o movimento sindical sofre o maior ataque já vivido de sua
história. “Hoje os ataques aos direitos da classe trabalhadora que iniciaram com o golpe de 2016 estão mais intensos:
terceirização sem limites, desmantelo da CLT, com a criação de modelos de trabalho mais interessantes aos
empresários, como os contratos intermitentes. Nós viramos alvo do judiciário, claro que não pode generalizar. O povo
foi manipulado pela mídia e pela divulgação das fake news.

Paulinho disse que o governo Bolsonaro não mentiu pra ninguém. “Esse governo estão destruindo o que resta de direito
dos trabalhadores; zeram a reforma da previdência que dicultará a aposentadoria e criará um país de miseráveis. Hoje temos fazer um debate e rever essa situação. Temos muito o que aprender com os companheiros argentinos e
cubanos”, destaca.

Um outro mundo é possível

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Os participantes do 2º Congresso debatem pautas comuns à categoria em todo o continente sobre condições de trabalho, segurança, higiene e movimento sindicalDivulgação
O presidente da FUTAC, Ricardo Maldonado, agradeceu a CNTTL pela realização do 2º Congresso e frisou que a
unidade das centrais sindicais (CUT, CTB, CGTB e Intersindical) e dos sindicatos dos trabalhadores em transportes é
essencial para barrar os ataques da direita facista que vem aniquilando os direitos conquistados da classe
trabalhadora, além de atacar a democracia e privar os direitos políticos e sindicais. “Estes governos estão violentando a nossa soberania e a liberdade de nosso povo.
Temos que ser mais ativos e críticos diante desse processo, temos que todos os espaços de poder. Neste Congresso
iremos definir nossas estratégias, e um plano de ação para trabalharmos internacionalmente juntos. Um outro mundo
é possível”, ressalta.


Capitalismo explorador
Para o presidente do Sindicato dos Transportadores Autônomos de Carga (Sinditac) de Ijuí (RS), Carlos Alberto Litti
Dahmer, também Secretário de Políticas Sociais da CNTTL, o que acontece hoje no Brasil, Argentina, Espanha, Cuba e
Venezuela é o retrato da exploração do ódio capitalista que quer explorar cada vez o trabalho. “Parece que a nossa população está anestesiada. Hoje estamos vendo um processo de desnacionalização da indústria e retirada de direitos. Essa política econômica só está gerando riquezas para o sistema Internacional”.
Litti relembrou a greve histórica dos caminhoneiros, em 28 de maio de 2018, na qual a categoria parou o Brasil porque
não tinha mais condições de colocar a comida na mesa. “Hoje conquistamos a Lei Piso Mínimo do Frete, mas enfrentamos dificuldades em sua aplicação. Temos o papel de impulsionar essa mudança. Precisamos resistir e
combater esses retrocessos”, destaca.

Unidade dos trabalhadores
Já a para aeroportuária, Mara Meiry, secretária de Mulher da CNTTL e dirigente do Sindicato Nacional os Aeroportuários (Sina) é importante o fortalecimento dos laços entre a América Latina e o Caribe no combate aos ataques dos governos de direita. “Temos semelhanças em nossas lutas, legislações ricas, temos muito o que aprender com esses companheiros da América Latina e Caribe. Seremos muito gratos, que possam compartilhar conosco”, salientou.

O rodoviário, Gilmar Alves, e Secretário de Mobilidade e Acessibilidade dos Rodoviários de Sorocaba, reiterou que o
Brasil vive um quadro de regressão civilizatória. “Estamos enfrentando um retrocesso e precisamos nos unir, alinhar o
pensamento, deixar as diferenças de lado. Somente a unidade de todos os trabalhadores combaterá esse cenário”.
Omar Peres, caminhoneiro na Argentina, relembrou a reforma trabalhista na Argentina, que gerou precarização salarial.

“A economia no Mercosul tem sofrido um arrocho, com as medidas arbitrárias dos governos de direita” Egdar Dias, coordenador da Federação Internacional dos Trabalhadores em Transportes (ITF), abordou a liação da CNTTL à entidade e o fortalecimento da luta. “É um momento histórico e importante que estejamos todos unidos. Os
governos do Mercosul querem precarizar as condições de trabalho, o que tem gerado um forte impacto para a classe
trabalhadora. Para reverter essa situação, a luta precisa seguir”.

Ravier Navarro, da UIS Transporte, falou da importância da unidade dos trabalhadores na luta contra o imperialismo.
“Em nome da UIS, quero parabenizar todos os militantes da FUTAC e os líderes imortais Fidel Castro (Cuba), Simón
Bolívar e Hugo Chaves (ambos da Venezuela) que sempre lutaram contra os interesses imperialistas. Nosso papel é
influenciar os movimentos progressistas no mundo, na luta internacional.”, salientou.

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