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10 meses: Data-base acumula 9,82% de inflação, maior índice desde 2003

Resultado leva em consideração o Índice Nacional dos Preços ao Consumidor (INPC), divulgado pelo IBGE nesta sexta, dia 8; negociações da Campanha Salarial 2022 com as bancadas patronais já tiveram início

Sexta-feira, 08 de Julho de 2022 - 09:58 - Atualizado em 08/07/2022 12:02
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Metalúrgicos aprovaram a pauta de reivindicações em assembleia realizada no SMetal em maioArquivo/Foguinho Imprensa SMetal
Em 10 meses, a data-base dos metalúrgicos acumula 9,82% de perdas com a inflação. O resultado é o maior para o período dos últimos 18 anos, ou seja, desde 2003. Os dados levam em consideração o Índice Nacional dos Preços ao Consumidor (INPC), que foi divulgado pelo IBGE nesta sexta-feira, 8.

Em junho, o INPC teve um aumento de 0,62% em relação a maio. Os produtos que mais subiram foram: grupo vestuário, com alta de 1,63%, itens de saúde e cuidados pessoais, que subiu 0,87% e alimentação e bebidas, com crescimento de 0,78%.  Em 12 meses, o INPC está acumulado em 11,92%.

Para chegar ao resultado do INPC, o IBGE analisa em 10 regiões metropolitanas as variações de preços da cesta básica de consumo da população assalariada com os mais baixos rendimentos – famílias que recebem de um a cinco salários mínimos.

O presidente interino do Sindicato dos Metalúrgicos de Sorocaba e Região (SMetal), Silvio Ferreira, destaca que o alto índice não é uma surpresa. “Bolsonaro culpa a guerra na Ucrânia pelo atual cenário, mas a verdade é que já tivemos crises mundial em outros momentos, disparada do preço do petróleo e até o ápice da pandemia e os preços não estiveram tão altos como agora. O que o governo precisa é agir efetivamente para amenizar a situação do povo brasileiro, com por exemplo, desvincular os preços do mercado internacional, como acontece com o petróleo, que é cotado em dólar e tanto impacta na nossa economia”.

Campanha Salarial 2022

A Federação Estadual dos Metalúrgicos (FEM-CUT/SP) já iniciou as negociações da Campanha Salarial 2022 com as bancadas patronais. A pauta de reivindicações da categoria foi entregue aos empresários pela entidade e pelos sindicatos filiados no mês passado.

O secretário de Finanças da FEM-CUT/SP, Adilson Faustino (Carpinha), enfatiza que é preciso muita mobilização e unidade da categoria para garantir conquistas. “Com o governo Bolsonaro, a crise se prolonga e pesa no bolso dos trabalhadores, que cada vez mais têm dificuldades para manter as contas. Por isso, é fundamental que nossa Campanha Salarial busque a reposição do poder de compra e traga avanço tanto na questão econômica quanto nos direitos”.

Histórico vitorioso

No ano passado, a data-base dos metalúrgicos teve a inflação acumulada em 10,42%. Durante o processo de negociação, a FEM/CUT e os sindicatos filiados enfrentaram sucessivas tentativas das bancadas patronais em fechar o reajuste abaixo do índice inflacionário e dividido em até três vezes.

"Em qualquer situação, as negociações da campanha salarial não são fáceis. Quando enfrentamos índices altos, como do ano passado, fica mais difícil ainda, os patrões choram e sempre querem negociar menos do que os trabalhadores merecem. Temos que estar sempre em alerta e pressionar para garantir a valorização da categoria", diz Carpinha. 

A forte atuação da Federação e do SMetal garantiu que os acordos fechados na base de Sorocaba fossem iguais ou superiores à inflação, além de garantir as Convenções Coletivas de Trabalho, que protegem importantes direitos. Ao todo, 96% da categoria teve acordo ou convenção coletiva e reajuste garantidos.

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