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10 de maio: Dia Nacional de Luta em defesa de direitos

Quarta-feira, 04 de Maio de 2016 - 11:45 - Atualizado em 27/12/2016 14:43
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O presidente da CUT, Vagner Freitas, alertou que impeachment aumentará a luta dos movimentos nas ruas
Durante intervenção no ato de 1º de Maio, promovido pelas centrais sindicais CUT, CTB e Intersindical, no Vale do Anhangabaú (SP), o presidente nacional da CUT, Vagner Freitas, convocou para 10 de maio um Dia Nacional de Luta contra o Golpe e em Defesa de Direitos. A ideia é unificar os trabalhadores dos setores público e privado para derrubar o impeachment.

"Resistência se faz com luta e vamos paralisar fábricas, escolas, retardar atendimento onde for possível, na guerra junto com estudantes, com toda a sociedade", alertou Vagner.

Vagner alertou ainda aqueles que acreditam no discurso de que o impeachment resolve o problema do Brasil. "Os golpistas estão vendendo a ideia de que fazendo o impeachment, no dia seguinte, a economia crescerá 10%, um milhão de empregos serão gerados e o Brasil sairá da crise, mas o impeachment aprofundará a crise", disse, ao reforçar que um possível golpe acirrará a disputa das ruas para que Dilma possa governar até 2018, conforme determina a eleição.

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Para o secretário-geral do Sindicato dos Metalúrgicos de Sorocaba e Região (SMetal), Leandro Soares, o projeto de Temer e aliados (como Eduardo Cunha e Paulo Skaf, presidente dos representantes do setor patronal - Fiesp) tem a intenção clara de ser um governo direcionado para as elites. "Se o povo permitisse o impeachment seria uma catástrofe para a classe trabalhadora, que precisa de investimentos em diversos setores como moradia e acesso à educação", afirma.

Soares também ressalta que aumentaria a perseguição aos movimentos sociais e revela a preocupação com uma grande parte da sociedade que já sofrem preconceitos, como os negros, homossexuais, índios e os setores mais pobres da sociedade brasileira. "Pelo clima de tensão e de intolerância já se percebe esse ranço da direita contra o acesso da periferia à uma condição mais digna de vida".

Outras centrais sindicais como a CTB também participarão da mobilização no próximo dia 10.

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