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2º dia

Greve dos trabalhadores da Sidor por atraso de salário continua

Sem previsão para o pagamento dos salários atrasados, paralisação dos trabalhadores da produção e administrativo da empresa Sidor, deflagrada na segunda, 23, segue até que os valores sejam depositados

Terça-feira, 24 de Janeiro de 2023 - 14:37 - Atualizado em 24/01/2023 15:25
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Atrasos nos pagamentos já viraram corriqueiros na Sidor, especialmente para os trabalhadores da produçãoArquivo Imprensa SMetal / Daniela Gaspari
Sem previsão de pagamento dos salários atrasados, os trabalhadores da Sidor – administrativo e produção – seguem em greve até a tarde desta terça-feira, dia 24. Em assembleia na última segunda-feira, 23, ficou deliberado que os metalúrgicos da empresa retornarão ao trabalho somente após o depósito dos valores devidos pela fábrica.

De acordo com o dirigente do Sindicato dos Metalúrgicos de Sorocaba e Região (SMetal), Alessandro Marcelo Nunes (Marcelinho), a empresa havia se comprometido a buscar uma solução para resolver a situação, porém, até o momento, não há previsão de pagamento. Uma nova reunião na tentativa de resolver o impasse entre representantes da Sidor deve acontecer somente nesta quarta-feira, 25.

“O Sindicato segue acompanhando de perto os desdobramentos dessa triste situação, que infelizmente se tornou comum para os trabalhadores da Sidor devido à má gestão e falta de vontade dos patrões em buscar novos investimentos”, criticou o dirigente.

Relembre o caso

Após atrasar o pagamento do 13º e o salário de dezembro dos trabalhadores do administrativo, a empresa Sidor, mais uma vez, não depositou o vale-salário dos metalúrgicos de produção e foi decidido nesta segunda-feira, 23, paralisar os trabalhos na fábrica até que a situação seja normalizada.

Após muita insistência do SMetal e pressão dos trabalhadores, o 13º dos funcionários do administrativo e cargos de gerência foi pago na última sexta-feira, dia 20. Porém, o salário de dezembro, que deveria ser efetuado no dia 5 de janeiro, não foi depositado.

A situação se agravou após a empresa, mais uma vez, atrasar também o pagamento do vale-salário dos metalúrgicos da produção, previsto para sexta-feira, dia 20, e foi deflagrada greve de todos os funcionários.

“Não é a primeira, a segunda, nem a terceira vez que isso acontece. Ano passado foi marcado por diversas paralisações para que os trabalhadores recebessem o que é direito deles, o salário em dia, conquistado em troca da sua mão de obra. Ou os patrões se movimentam em busca de novos investimentos e clientes ou a situação nunca será resolvida”, contou Marcelo.

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