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8 de março

Coletivo de Mulheres do SMetal participa de ato na Avenida Paulista

Com lema “Sem Mulher Não Tem Democracia”, milhares marcharam na cidade de São Paulo neste 8 de março; rota partiu da Avenida Paulista e desceu o caminho da Rua Augusta

Quinta-feira, 09 de Março de 2023 - 16:56 - Atualizado em 21/03/2023 13:44
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Priscila dos Passos, Nazaré da Silva, Lindalva Martins e Cleide Bueno participaram da atividadeCaroline Queiróz Tomaz/Imprensa SMetal
O Coletivo de Mulheres do Sindicato dos Metalúrgicos de Sorocaba e Região (SMetal) participou na última quarta-feira, 8, do ato que acontece anualmente no Dia Internacional da Mulher em diversas cidades do Brasil. Em São Paulo a ação teve concentração na Avenida Paulista e partiu com direção à Rua Augusta. Milhares de mulheres estiveram presentes no ato, que começou às 17h da tarde e seguiu até à noite.

Neste ano, a Central Unica dos Trabalhadores (CUT) elegeu “Sem Mulher Não Tem Democracia” como lema norteador do 8 de março. Durante o ato, diversas lideranças fizeram falas políticas e avaliaram, socialmente, como as últimas medidas do ex-presidente, Jair Bolsonaro, impactaram na vida das mulheres. 

Caravana saiu de Sorocaba com representantes de diversos movimentos como: Sindicato dos Rodoviários de Sorocaba e Região, Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias do Vestuário de Sorocaba e Região, Comitê Popular de Luta, Juventude do PT (JPT), Juntas Sorocaba, além de outras militantes.

“Vivenciamos diversos retrocessos nesses quatro anos que se passaram. Esse foi o primeiro oito de março sob a liderança de uma base governista que já demonstrou que irá priorizar as pautas femininas no futuro. É um ato movido pelo sentimento de luta e enfrentamento, mas, com certeza, pela esperança de dias melhores”, comenta Priscila dos Passos, coordenadora do Coletivo de Mulheres do SMetal. 

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Caravana de Sorocaba contou com a participação de diversas lideranças no ato da quarta-feiraCaroline Queiróz Tomaz/Imprensa SMetal

Neste ano, foi possível ver nas ruas muitas jovens participando do ato, segurando bandeiras, cartazes e gritando palavras de ordem. Em especial, um bloco grande de meninas negras oriundas do movimento estudantil. “Este é um movimento simbólico, levando em consideração que a violência contra a mulher toma proporções muito maiores quando falamos das mulheres negras. Tomar as ruas é defender nossos direitos básicos, sobretudo, direito à vida”, comenta Priscila, metalúrgica que também participa do Coletivo Racial “Ubuntu” do SMetal. 

Os movimentos sociais presentes na ação levaram cartazes e fizeram intervenções com temas como o combate à fome, a todas as formas de violência, ao racismo e aos preconceitos, à LGBTQIA+fobia e pela autonomia econômica das mulheres. 

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Faixa da CUT pedia autonomia econômica para as mulheres e empregos descentesCaroline Queiróz Tomaz/Imprensa SMetal

“Foi muito emocionante voltar às ruas em um momento tão diferente para as brasileiras. Sabemos que os próximos anos serão de muita luta, mas temos a esperança de que exista mais espaço para debater as pautas que são prioritárias para as mulheres”, comentou Nazaré da Silva, diretora do SMetal, sobre a ação.

Futuro

O governo anunciou um pacote de medidas para as mulheres, envolvendo a luta contra a violência e pela igualdade de gênero em todos os espaços da sociedade, inclusive o mercado de trabalho.

Empregadores que pagarem salários diferenciados a uma mulher que tem o mesmo tempo de casa, a mesma função e com escolaridade semelhante a um funcionário homem serão multados em 10 vezes o valor do maior salário pago na empresa. O texto assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), foi enviado para análise do Congresso Nacional.

 

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